30 Janeiro 2010

Argumentos bioquímicos - Evolução molecular

Os Neandertais pertencem a um grupo de hominídeos extintos que viveram na Ásia ocidental e Europa, aproximadamente, há 300-30 mil anos atrás. Durante esse espaço de tempo conviveram com o Homo sapiens, facto que permitiu criar expectativas sobre o seu grau de parentesco.
De forma a estabecer a sua proximidade evolutiva os cientistas extraiem, analisam e comparam o DNA retirado de ossos de um Neandertal fóssil, com o dos humanos actuais. A partir desses resultados os cientistas estimaram que os neandertais e os humanos modernos evoluíram separadamente, embora ainda se mantenham muitas questões para resolver.
Os biólogos moleculares determinam a estrutura do DNA ou proteínas, usando-a para determinar e comparar padrões genéticos que permitem compreender as causas da evolução. Com essas informações é possível perceber as mudanças na função de uma molécula, de onde vem os novos genes assim como a relação filogenética entre os organismos.

Os evolucionistas moleculares baseiam o seu estudo na análise precisa de ácidos nucleicos, nucleótidos, proteínas e aminoácidos. A evolução nos ácidos nucleicos ocorre por substituição de nucleótidos que, por sua vez, provocam trocas nos aminoácidos que codificam; e, estes últimos, numa subsequente alteração na forma e funcionamento das proteínas.
Estes biólogos investigam a evolução destas moléculas, determinando a rapidez e causas das suas alterações, tentando reconstruir e comparar as histórias evolutivas dos genes e organismos através da filogenia molecular.
Durante muito tempo, a biologia evolutiva apenas dependia do estudo das características morfológicas ou anatómicas óbvios nos organismos.
Charles Darwin, durante a viagem no Beagle, observou diferenças morfológicas entre as espécies encontradas em diversas regiões biogeográficas. Posteriormente, através da sua teoria da selecção natural foi capaz de explicar porque é que essas mudanças ocorriam, mas não pode determinar como ocorriam. A compreensão dos mecanismos das alterações morfológicas teve de aguardar novas descobertas que apenas ocorreram um século mais tarde.
Adaptado de A Ciência da Biologia

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