19 dezembro 2009

FELIZ NATAL ANIMAIS

O governo americano admite que o urso polar é uma espécie ameaçada de extinção.

O governo norte-americano, pressionado por três grupos ambientalistas, propõe a inclusão do urso polar na lista de espécies ameaçadas, noticia o jornal The Washington Post. O secretário do Interior, Dirk Kempthorne, marcou uma entrevista colectiva para o passado dia 27, com o intuito de discutir a situação dos animais. Segundo o mesmo diário, que cita uma fonte anónima próxima do governo, a proposta será apresentada para publicação e ficará sujeita a discussão pública durante 90 dias."Analisámos os dados, e tudo leva a crer que o gelo sobre o mar, do qual os ursos dependem, tem vindo a recuar", explicou ao jornal o funcionário, concluindo que "obviamente, o gelo marítimo está a derreter devido ao aumento da temperatura".

O mesmo funcionário revelou ainda que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA estima que, se nada for feito, o urso possa ficar em risco de extinção em apenas 45 anos. Se, pelo contrário, for considerado uma espécie em risco o governo terá de evitar uma série de procedimentos que ameacem a sua sobrevivência. Neste caso, os ambientalistas alimentam a esperança de que a declaração force as autoridades americanas a limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), como o dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global.De recordar que a administração de George W. Bush tem recusado sempre impor limites à poluição gerada pela queima de combustíveis fósseis e aderir a acordos internacionais que prevêem limites deste tipo, escudando-se no argumento de que essas restrições poderiam colocar em risco a economia do país.
Mundopt

O Urso Polar e o aquecimento global

Dez espécies tornam-se símbolo da ameaça climática

Dez espécies tornam-se símbolo da ameaça climática.
A raposa do Árctico, o coala e o peixe-palhaço estão entre as dez espécies escolhidas para representar os impactos das alterações climáticas na biodiversidade, revelou a UICN (União Mundial para a Conservação).
A lista das espécies que mais têm a perder com o aquecimento global, apresentada esta manhã durante a conferência de Copenhaga, inclui nomes bem conhecidos de todos, como o pinguim-imperador, o coala, a baleia-branca e o peixe-palhaço. O grupo fica completo com a raposa do Árctico, o salmão, a foca-anelada, a tartaruga de couro, a árvore africana Aloe dichotoma e a espécie de coral Acropora cervicornis.“Algumas das nossas espécies favoritas estão ameaçadas por causa das emissões de dióxido de carbono”, comentou Wendy Foden, co-autora do relatório “Species and Climate Change”. Entre as espécies com um futuro mais negro estão aquelas que vivem nas zonas polares. A foca-anelada vê-se obrigada a deslocar-se cada vez mais para Norte, à medida que o gelo no mar, do qual depende para cuidar das suas crias, vai recuando. O pinguim-imperador, adaptado às condições rigorosas da Antárctica, vive o mesmo problema. A tundra no Árctico, onde vive uma espécie de raposa de pelagem branca, está a regredir à medida que temperaturas mais elevadas transformam este habitat em floresta. Mas as ameaças também se sentem no mar. A baleia-branca enfrenta maior pressão das actividades humanas porque o desaparecimento do gelo no mar abre zonas outrora inacessíveis. Os impactos climáticos não se limitam aos Pólos. Nos trópicos, os corais Acropora cervicornis estão ameaçados pela subida da temperatura das águas. Muitos não resistem ao fenómeno conhecido como branqueamento, quando oceanos mais ácidos, em resultado da absorção de cada vez mais dióxido de carbono, enfraquecem as estruturas dos recifes de coral. Também o peixe-palhaço, mais conhecido pelo filme " À procura de Nemo" , é uma das vítimas de um clima em mudança. As águas mais ácidas diminuem as suas capacidades para encontrar as anémonas das quais dependem para se refugiarem de predadores. O salmão vive com níveis de oxigénio na água mais baixos e o coala australiano está ameaçado pela má nutrição, devido ao declínio da qualidade nutricional dos eucaliptos, dos quais se alimenta. As tartarugas de couro estão a perder os habitats onde põem os ovos e a árvore Aloe dichotoma, do deserto da Namíbia ao Sul do continente africano, sofre com períodos de seca acentuada. “Várias das espécies deste relatório já constam da Lista Vermelha da UICN devido a outras ameaças, como a destruição dos habitats ou caça ilegal. Mas outras rapidamente entrarão nessa lista por causa das alterações climáticas”, salientou Jean-Christophe Vié, da UICN.
Público.PT

Aumento das temperaturas

O aumento da temperatura média em Portugal está a decorrer a um ritmo mais acelerado do que no resto do mundo, com um crescimento de 0,33 graus por década. "A temperatura de 2009 ficou muito acima dos valores médios, quase um grau", afirmou Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia. O responsável, que citou dados do relatório preliminar da análise climatológica de Portugal Continental entre 2000 e 2009, explicou que, considerando apenas os valores de referência do país, a temperatura média neste ano ficou 0,9 graus acima do normal. O especialista considera que há uma "consistência" nesta tendência de aquecimento, pelo ritmo que se mantém desde há quatro décadas.
"O aumento de 0,33 grau por década é muito significativo. Com este ritmo, em 60 anos atingiam-se os dois graus de aumento de temperatura média em Portugal, isto se se mantivesse o ritmo e não fosse inclusive agravado, porque a tendência é de ligeiro agravamento desta elevação da temperatura", explicou. Deste modo, as ondas de calor têm ocorrido com bastante frequência, uma delas com duração superior a 15 dias, que teve repercussões como mortos e incêndios florestais. Em termos de temperaturas, 2003 registou um valor máximo, com 47,4 graus na freguesia da Amareleja, concelho de Moura (Alentejo). Já em 2005 houve a mínima mais acentuada, nas Penhas Douradas (Serra da Estrela), e em 2001 ocorreram fenómenos de muita precipitação. Chuva abaixo da média O relatório aponta ainda para uma diminuição da precipitação, com valores abaixo das médias de referência da Organização Meteorológica Mundial (OMM). "Temos Primaveras mais curtas em termos de precipitação, assim como Invernos, os quais estamos a alternar entre secos e chuvosos", afirmou Serrão, que acrescentou que esta década teve o Inverno mais seco desde que começou a ser feito o registo e o terceiro mais chuvoso dos últimos anos. Estes dados indicam uma intensificação dos períodos extremos, como aconteceu entre 2004 e 2006, com uma seca bastante prolongada.

Cimeira de Copenhaga - Dezembro 2009

O mundo está de olhos postos em Copenhaga. A Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que começou a 7 de Dezembro, é encarada como um momento histórico na batalha contra o aquecimento global.
192 países estão representados. O objectivo é encontrar um acordo para a redução das emissões de gases com efeito de estufa. Actualmente, as emissões mundiais situam-se nas 47 mil milhões de toneladas por ano. As metas são ambiciosas, mas o responsável das Nações Unidas para o clima está confiante. “Não acredito que a cimeira vá falhar. Basta olhar para o número de pessoas que se comprometeu a vir cá para garantir que vai ser um sucesso, para os anúncios de apoio financeiro que recebemos, para as metas que foram anunciadas e para o compromisso que estamos a ver dos países desenvolvidos”, declarou Yvo de Boer. Grandes ambições e reforço da segurança na capital da Dinamarca. Mas o fosso económico e os esforços ambientais das diferentes nações ameaçam o acordo global. Vários especialistas dizem que é tarde para evitar os mais graves efeitos das mudanças climáticas. Os alertas têm-se intensificado. Um dos últimos, no lago de Copenhaga, mostra bonecos a afogarem-se. O objectivo é dizer aos líderes mundiais que não comprometam o futuro de milhões de crianças que podem vir a ser as grandes vítimas do aquecimento global.
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Gorilla gorilla diehli

Primeiras imagens profissionais do «Gorilla gorilla diehli»

Estes animais em vias de extinção habitam nos Camarões e na Nigéria

Pela segunda vez na História, primeira a nível profissional, foi possível filmar Gorilla gorilla diehli. Extremamente raros e pouco estudados, estes gorilas dos Camarões e da Nigéria são muito cautelosos em relação aos humanos, sendo por isso difícil conseguir registá-los. A espécie tinha já sido filmada em 2005 por um investigador. Mas as imagens, feitas com uma câmara amadora, eram de má qualidade. Esta é a primeira vez que são filmados por um profissional e com uma câmara também profissional, explica Jörn Röver, director da NDR Naturfilm, a produtora alemã que recolheu as imagens. Depois de três semanas de esforços, e com a ajuda da Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem dos Camarões, a equipa conseguiu encontrar dois exemplares a alimentarem-se dos figos nas árvores do santuário Kagwene, nos Camarões, onde existem apenas 16 exemplares.

Esta floresta, com 20 quilómetros quadrados foi designada como “santuário” em 2008 para proteger estes animais. A equipa desenvolveu um sistema de monitorização não invasiva para não incomodar os animais, que estavam em cima das figueiras, entre nove e 12 metros de altura. O Gorilla gorilla diehli, também conhecido como Gorila do Rio Cross, é a mais rara das quatro subespécies de gorilas existentes. Existem 300 exemplares espalhados pelos Camarões e Nigéria. Curiosamente, a sua preservação neste santuário deve-se à superstição local de que os símios são pessoas, não sendo por isso permitido caçá-los nem comê-los. No entanto, os animais são caçados e o seu habitat é destruído noutros lugares
http://www.cienciahoje.pt

COSTA RICA

Ano Internacional da Biodiversidade - 2010

Em 20 de dezembro de 2006, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade (resolução 61/203). A Assembléia designou o secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica [Convention on Biological Diversity] como ponto focal para o Ano e convidou-o a cooperar com as outras agências do Sistema das Nações Unidas, com acordos multilaterais ambientais, com organizações internacionais e outros atores, visando chamar maior atenção internacional para a perda contínua da biodiversidade.
A Assembléia Geral encorajou os Estados Membros e outros atores a tirar vantagem do Ano para aumentar a conscientização da importância da biodiversidade por meio de ações promocionais a níveis local, regional e internacional. Convidou também os Estados Membros a considerar o estabelecimentos de comissões nacionais para o Ano. Além disso, convidou Estados Membros e outras organizações internacionais relevantes a apoiarem atividades a serem organizadas por países em desenvolvimento, especialmente países menos desenvolvidos.
www.brasilia.unesco

29 novembro 2009

Ciclos de vida

Existem três tipos de ciclos de vida:
Ciclo de vida Haplonte – Neste ciclo a meiose ocorre imediatamente após a formação do ovo – meiose pós-zigótica. A diplofase está resumida ao ovo, pertencendo todas as outras estruturas à haplofase, incluindo o organismo adulto. Este ciclo ocorre em alguns protistas e fungos.
Ciclo de vida Diplonte – a meiose ocorre antes da formação dos gâmetas – meiose pré-gamética. As gâmetas são as únicas células haplóides, sendo todas as outras estruturas pertencentes à diplofase, incluindo o organismo adulto. Este ciclo ocorre em alguns protista, fungos e em todos os animais.
Ciclo de vida Haplodiplonte - a meiose ocorre antes da formação de esporos – meiose pré-espórica. A haplofase inicia-se com os esporos que, através de mitoses sucessivas, originam estruturas multicelulares, os gametófitos, onde se formarão os gâmetas femininos e masculinos (oosferas e anterozóides). Após a fecundação, o zigoto inicia a diplofase e origina uma entidade multicelular diplóide que, na maioria das plantas, é a planta adulta. Essa planta adulta, o esporófito, irá sofrer meiose originando esporos. Para além de ocorrer alternância de fases nucleares, existe também uma alternância de gerações, a geração gametófita e a geração esporófita. Este ciclo ocorre em alguns protista, fungos e em todas as plantas.
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POLIPÓDIO - Um ciclo de vida haplodiplonte

O polipódio é um feto cuja planta adulta constitui o esporófito. Este pode reproduzir-se assexuadamente por multiplicação vegetativa, através dos rizomas e também por reprodução sexuada. Na época da reprodução, podem-se observar estruturas amareladas (soros) existentes na página inferior das folhas, formados por inúmeros esporângios que, quando jovens, contêm células-mães de esporos. Essas células por meiose (meiose pré-espórica) originam esporos haplóides. Esses germinam ao cair em solo favorável originando, cada um, o protalo ou gametófito que possui vida independente da planta adulta. Nesta estrutura diferenciam-se os gametângios que originam os anterozóides flagelados e as oosferas. A fecundação, que é dependente da água uma vez que os anterozóides movimentam-se na água até penetrarem nos arquegónios, origina um ovo que inicia a geração esporófita correspondente à diplofase. O ovo desenvolve-se sobre o protalo originando a planta adulta (esporófito), a entidade mais representativa daquela geração. O polipódio é um ser que apresenta um ciclo de vida haplodiplonte pois apresenta alternância de gerações (gametófita e esporófita), tendo cada fase estruturas multicelulares. A face nuclear mais desenvolvida é a fase diplóide que corresponde à geração esporófita, pois é nela que se encontra o organismo adulto.
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Animais - Ciclo de vida diplonte

A fecundação é o fenómeno que dá início à diplofase. A partir dela forma-se o ovo ou zigoto que sofre mitoses sucessivas originando um ser vivo adulto. No ciclo diplonte, as células da linhagem sexual do ser adulto sofrem meiose (meiose pré-gamética) e originam espermatozóides e óvulos. Neste ciclo os gâmetas são as únicas células haplóides, daí a diplofase ocupar quase a totalidade da duração do ciclo. Este tipo de ciclo encontra-se em alguns protista, fungos e em todos os animais.
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ESPIROGIRA - Um ciclo de vida haplonte

A espirogira é uma alga verde pluricelular filamentosa que pode reproduzir-se de forma assexuada ou sexuada. A reprodução assexuada ocorre por fragmentação quando as condições são favoráveis. Os filamentos celulares quebram-se, originando fragmentos que, por divisões sucessivas das células, regeneram novos filamentos. Neste processo mantém-se a informação genética, não havendo alternância de fases nucleares.

A reprodução sexuada ocorre sob condições ambientais desfavoráveis. Quando dois filamentos celulares se colocam lado a lado, formam-se tubos de conjugação entre as suas células que passam então a funcionar como gametângios, e cujos conteúdos correspondem a gâmetas indiferenciados (isogamia). Ocorre fecundação entre o gâmeta dador e o gâmeta receptor. Resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto iniciando-se a diplofase. Cada zigoto permanece num estado de vida latente até que as condições voltem a ser favoráveis, altura em que o zigoto sofre meiose (meiose pós-zigótica) originando quatro núcleos haplóides (zigósporos), que degeneram ficando apenas um núcleo haplóide. A partir da célula haplóide forma-se um novo filamento de espirogira por mitoses sucessivas.
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Ciclos de vida

O ciclo de vida de um ser vivo é a sequência de etapas por que passa o organismo desde a sua origem até ao momento em que transmite a vida aos seus descendentes. Num ciclo de vida de um ser que se reproduz sexuadamente há dois fenómenos complementares: a fecundação e a meiose. A fecundação, ao duplicar o número de cromossomas do ovo, inaugura uma etapa do ciclo de vida em que as estruturas dele resultantes são constituídas por células diplóides – a diplofase (2n) – que termina na meiose. A meiose dá ínicio a uma etapa do ciclo de vida em que as estruturas possuem células haplóides – a haplofase (n) – que termina na fecundação. Esta alternância entre diplofase e haplofase chama-se alternância de fases nucleares.
Há diversos ciclos de vida, no entanto todos eles possuem em comum a complementaridade da meiose e da fecundação, assim como uma alternância de fases nucleares. Os ciclos de vida distinguem-se sobretudo pelo momento do ciclo em que ocorre a meiose.
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Reprodução sexuada e assexuada - Vantagens e desvantagens

A reprodução assexuada tem como vantagens ser um processo rápido e com um pequeno gasto de energia. Visto que a divisão nuclear é um processo de mitose, assegura a formação de clones e, sendo que todos os indivíduos podem originar descendentes, um só indivíduo pode colonizar habitats de condições semelhantes, sem a intervenção de um segundo indivíduo. desvantagens: sendo que os indivíduos são clones, a diversidade dos mesmos é praticamente nula e, assim, não favorece a evolução das espécies, tendo como uma difícil adaptação dos novos indivíduos ao meio como consequência.

A reprodução sexuada tem as vantagens de proporcionar uma grande variabilidade de características na descendência, o que permite às espécies não só mais capacidade de sobrevivência, no caso de haver mudanças de ambiente, mas como também permite a evolução das espécies para novas formas. desvantagens: é um processo lento, com um enorme dispêndio de energia, tanto na formação dos gâmetas, como nos processos que desencadeiam a fecundação.

shvoong.com

Fecundação do óvulo

Reprodução sexuada




















A reprodução sexuada é o processo pelo qual ocorre a fusão de duas células gaméticas, com junção de seus núcleos (cariogamia ou anfimixia  ), produzindo descendências variadas. Com excepção dos vírus, todos os demais seres vivos utilizam essa via reprodutiva para a perpetuação da espécie. Por esse processo, chamado de fecundação ou fertilização, os gâmetas (células haplóides), de uma dada espécie fundem-se para originar uma célula diplóide, denominada ovo ou zigoto. Durante a fusão, os núcleos gaméticos unem-se, ocorrendo uma mistura do seu conteúdo cromossómico, antes armazenado no interior de cada um. Portanto, esse mecanismo consiste na partilha de material genético, cedido por dois organismos filogeneticamente semelhantes, entrecruzando-se através de células reprodutivas, formando um novo indivíduo. Os gâmetas são formados por meio de uma divisão meiótica, e classificados quanto à forma, tamanho e actividade. Em algumas espécies são indiferenciados, ou seja, isogâmicos, assemelhando-se independente do género. Porém, a maioria das espécies possui gâmetas heterogâmicos (anisogamia), diferenciados por aspectos morfológicos, dimensionais e mobilidade. Nos animais, por exemplo, na espécie humana, os espermatozóides (gâmeta masculino) são células pequenas e móveis, enquanto o óvulo (gâmeta feminino) é uma célula grande e sem mobilidade própria. Os organismos com reprodução sexuada podem receber as seguintes denominações de acordo com a complexidade da estrutura reprodutiva: Organismos Dióicos → aqueles que apresentam sexos separados conforme o gênero (macho e fêmea); Organismos Monóicos → aqueles que possuem os dois sexos, o masculino e o feminino e conseqüentemente produzem os dois tipos de gâmetas (hermafroditas). Alguns indivíduos monóicos reproduzem-se por fecundação cruzada, nesse caso propiciando variabilidade genética (com maior frequência nas plantas, e alguma animais, como é o caso da minhoca). Noutras (por vezes em plantas) ocorre a autofecundação como artifício reprodutivo, uma forma evolutivamente prejudicial à espécie por impedir o fluxo génico entre os indivíduos de uma dada população.
Adaptado de http://www.brasilescola.com

MEIOSE

MEIOSE

MEIOSE

A meiose é um dos principais factores de variabilidade genética, uma vez que combina a informação genética dos cromossomas homólogos existentes nas células que sofrem esse processo, permitindo assim a produção de células geneticamente diferentes entre si e com metade do número de cromossomas da célula inicial. O processo (que aqui se descreve de forma simplificada) desenrola-se em duas fases, correspondendo cada uma delas a uma divisão do núcleo. Na primeira divisão meiótica (meiose I) os cromossomas homólogos, previamente duplicados, vão-se condensando, acabando por estabelecer uma sinapse ou emparelhamento, que se prolonga desde a profase até à metafase. Em cada par assim organizado, encontra-se um cromossoma de cada progenitor. Durante esse período, os cromatídios dos cromossomas homólogos estabelecem contacto físico em determinados pontos (pontos de quiasma), correspondentes aos locais onde poderá ocorrer troca de fragmentos entre os cromossomas homólogos. Este processo, designado crossing-over, constitui o primeiro factor de variabilidade, uma vez que esses pontos de ligação são aleatórios. O segundo ocorre após a metafase, altura em que se dá início à anafase com a ascensão polar dos cromossomas homólogos, constituídos ainda por dois cromatídios, agora recombi-nados. Este processo, designado separação ou segregação dos homólogos, constitui outro importante factor de variabilidade, uma vez que é imprevisível a direcção em que cada cromossoma de cada par de homólogos vai migrar. Os núcleos-filhos resultantes podem considerar-se já haplóides, uma vez que são constituídos apenas por um cromossoma de cada par de homólogos. A segunda parte da divisão da meiose (meiose II) é similar à mitose. Os cromatídios de cada cromossoma, alinhados no plano equatorial de cada célula durante a metafase II, separam-se ao nível do centrómero e migram, durante a anafase II, para pólos opostos, passando a constituir cromossomas.
Divulgarciência.com

13 novembro 2009

Terapia inovadora para melanoma

Clonagem trata cancro com êxito
Médicos norte-americanos trataram com êxito pela primeira vez um doente com melanoma, o mais maligno dos cancros da pele, com células clonadas do seu sistema imunitário, segundo um estudo hoje divulgado.Esta é a primeira terapia em que foram usados apenas linfócitos T do paciente clonados em laboratório para tratar um melanoma em fase avançada e que teve como resultado uma longa remitência - disse Cassian Yee, do Centro de Investigação do Cancro Fred Hutchinson, principal autor do estudo publicado no New England Journal of Medicine.Yee e a sua equipa recolheram linfocitos T do tipo CD4+ (células chave do sistema imunitário) de um homem de 52 anos que sofria de um melanoma avançado já propagado a um dos gânglios linfáticos da virilha e a um dos pulmões.Esses linfócitos T dirigidos especificamente ao melanoma foram clonados em grande número num laboratório antes de serem injectados no corpo do paciente, sem qualquer outro tratamento complementar.Dois meses depois, exames feitos com scanner e tomografia por emissão de positrões (TEP), que permitem obter imagens tridimensionais de um órgão, não revelaram qualquer tumor, explicou Yee.
O doente, a quem antes do tratamento fora prognosticado menos de um ano de vida, não tem sintomas nem sinais do cancro há dois anos, precisou."É o primeiro caso revelador da inocuidade e eficácia de uma terapia que usa apenas células clonadas do sistema imunitário do doente", embora se trate do único caso de sucesso num pequeno estudo que envolveu apenas nove pacientes, referiu."Tivemos um êxito com este doente, mas ainda é preciso confirmar a eficácia da imunoterapia em estudos mais alargados", sublinhou.Anualmente são diagnosticados nos Estados Unidos 62.000 novos casos e há cerca 8.000 casos de morte por melanoma. Em Portugal, todos os anos aparecem aproximadamente 10 mil novos casos de tumores da pele. Cerca de mil são de melanoma, com uma mortalidade de 10 a 20 por cento após cinco a dez anos.
Expresso - Junho 2008

Fábricas de órgãos - Clones humanos

Fábricas de órgãos
E se, um dia, o corpo humano pudesse ser tratado como uma máquina? Se as peças de origem, depois de gastas ou danificadas, pudessem ser substituídas por outras semelhantes, fabricadas "à medida"? A promessa deixou há muito de pertencer ao domínio da utopia. Num futuro não muito distante, tecidos e órgãos desenvolvidos em laboratório, muitas vezes usando células do próprio paciente, serão usados para tratar desde lesões traumáticas a doenças hoje incuráveis, como Parkinson, Alzheimer ou diabetes.
Existem já experiências de sucesso na regeneração de ossos, cartilagens e pele, no tratamento de pacientes com problemas na córnea e até no transplante de bexigas e, mais recentemente, de uma traqueia, produzidas a partir de células estaminais. O Frankenstein do futuro não será um monstro, mas sim um homem com a capacidade de regeneração de uma salamandra.
Apesar de controversa, a clonagem de humanos pode ser uma possibilidade tecnicamente viável dentro de alguns anos

Clones humanos
Apesar de controversa, a clonagem de humanos pode ser uma possibilidade tecnicamente viável dentro de alguns anos, admitem muitos cientistas. Os avanços que se estão a produzir na clonagem terapêutica - que, espera-se, irão permitir a substituição de tecidos danificados, órgãos em falência e até membros perdidos com recurso a células estaminais obtidas a partir do ADN de um paciente - poderão, em teoria, ser usados para clonar uma pessoa.
Ainda que a comunidade científica desconfie do feito anunciado por Severino Antinori, um especialista italiano em fertilidade que admitiu recentemente ter criado três clones, hoje com nove anos, muitos admitem que esta realidade será inevitável, independentemente das muitas questões éticas que levanta. O procedimento é considerado ilegal em alguns países, mas não foi ainda alcançado um consenso global para a sua proibição, como era intenção dos EUA. Expresso - Junho 2009

12 novembro 2009

Nasce mamífero sem pai e com duas mães

Tecnologia tão polêmica e revolucionária quanto clonagem elimina sexo masculino e muda regras da reproduçãoUm dogma da ciência foi quebrado ontem com o anúncio do nascimento do primeiro mamífero que tem duas mães e nenhum pai. Trata-se de uma fêmea de camundongo chamada Kaguya, produzida por partenogênese. Até agora o desenvolvimento de mamíferos por partenogênese era considerado impossível. Porém, segundo um estudo publicado na revista britânica 'Nature', Kaguya foi gerada sem a participação de qualquer espermatozóide ou célula masculina. Somente células sexuais femininas (óvulos) foram utilizadas. O nascimento de um mamífero vivo por partenogênese foi considerado o fato mais revolucionário na biologia reprodutiva desde a clonagem da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado do mundo, anunciada em 1997. Dolly quebrou o dogma segundo o qual uma célula adulta jamais poderia ser reprogramada para gerar um novo indivíduo. Kaguya desafiou outro dogma: o de que dois mamíferos do mesmo sexo nunca poderiam combinar seus genomas para originar filhos. Nascimento por imaculada concepção, embriões humanos clonados foram produzidos por partenogênese antes, pela empresa americana Advanced Cell Technology, em 2001, e depois em experiências em outras partes do mundo.Todavia, esses embriões eram defeituosos e morreram no estágio de poucas células. Jamais poderiam se desenvolver e formar uma pessoa.Realizada por cientistas japoneses, a experiência tem desdobramentos biológicos e éticos. Ela aumentou consideravelmente o conhecimento sobre os mecanismos genéticos da concepção. Mas também evidenciou que o ser humano chegou a um nível inédito na capacidade de mudar a geração de seres vivos. Como a clonagem, a partenogênese permite a reprodução sem sexo e rompe as leis da evolução.A partenogênese possibilita o nascimento por 'imaculada concepção'. O estudo abriu a polêmica possibilidade de que casais de lésbicas possam ter filhas geneticamente aparentadas de ambas - sempre filhas, já que sem o cromossomo sexual masculino Y é impossível gerar meninos.A produção de um mamífero por partenogênese mostrou que o sexo masculino não é mais obrigatoriamente necessário para a geração de um mamífero. O estudo terá impacto sobre a embriologia, a reprodução assistida e a clonagem. Por enquanto, destacaram cientistas, a possibilidade de gerar pessoas por partenogênese é extremamente remota. A biologia reprodutiva de camundongos e seres humanos é muito diferente e o método pode nunca funcionar em pessoas. Além dos evidentes problemas éticos, tal experiência iria requerer um número elevado de óvulos. Kaguya foi criada por cientistas da Universidade de Agricultura de Tóquio a partir da combinação do material genético de dois óvulos. Acreditava-se que a partenogênese pode ocorrer em vários tipos de animais, mas nunca em mamíferos devido a um fenômeno chamado marcação genética (imprinting, em inglês). Na formação de espermatozóides e óvulos certos genes fundamentais ao desenvolvimento do embrião são desligados por uma série de marcações químicas. Há marcações que só ocorrem em óvulos e outras restritas a espermatozóides. Apenas quando um óvulo e um espermatozóide se combinam é que todos os genes essenciais se tornam disponíveis e permitem o desenvolvimento do embrião. Para produzir Kaguya, Tomohiro Kono e sua equipe desenvolveram uma espécie de truque biológico. Eles burlaram as regras do imprinting manipulando o núcleo do óvulo de uma das fêmeas para masculinizá-lo. Isso só foi possível com a criação de camundongas transgênicas cujos óvulos têm ativado o gene IGF-2, normalmente ativo somente nos espermatozóides e essencial para o desenvolvimento do embrião. O núcleo do óvulo de uma camundonga transgênica foi então transferido para outro óvulo, normal. O óvulo com dois núcleos foi cultivado em laboratório e começou a crescer e se dividir, como se fosse um embrião normal. A técnica ainda é altamente ineficiente. De 457 óvulos reconstruídos apenas Kaguya e uma irmã nasceram vivas. E somente Kaguya chegou à idade adulta.
O Globo - Abril 2004

Ian Wilmut ao Ciência Hoje: «Os problemas psicológicos de indivíduos clonados seriam intoleráveis»

Quem foi realmente responsavel pelo trabalho da Dolly? Esta foi a questão-tabú da entrevista que Ian Wilmut concedeu ontem em Edinburgo ao Ciência Hoje. Está a ser alvo de um processo judicial, razão pela qual Ian não se pode pronunciar enquanto o processo não estiver terminado. Mas manifestou-se contra a clonagem de seres humanos. Diz que os problemas psicológicos para os clonados seriam intoleráveis.
Ciência Hoje - Dez anos! Já passou muito tempo! O que recorda mais desse dia 5 de Julho de 1996?
Ian Wilmut - Muitas coisas aconteceram. Na verdade, não presenciei o nascimento da Dolly. Por precaução, para que a ovelha mãe não sofresse qualquer tipo de stress, decidi que apenas o pessoal directamente envolvido no parto deveria estar presente. Por motivos semelhantes também não assisti aos partos anteriores ao nascimento, com sucesso, da Dolly.
CH - Que importância atribui à primeira clonagem de um animal? Acreditou sempre que ia ser bem sucedido?
I.W. - Quando os investigadores se lançaram neste projecto, o objectivo era desenvolver um método eficiente para efectuar alterações genéticas em animais que pudessem ser utilizadas em biomedicina – para a produção, em larga escala, de fármacos, por exemplo. Não estavam cem por cento confiantes do sucesso deste empreendimento, assim como também não estavam totalmente confiantes de que o nascimento da ovelha que viria a ser a Dolly seria bem sucedido – a ovelha mãe foi, evidentemente, seguida de perto, e várias ecografias foram feitas durante o período de gestação, mas a confiança nunca foi total.
A Dolly abriu caminho ao objectivo inicial – o de criar animais transgénicos. De facto, este objectivo é hoje uma realidade: existem hoje vacas que produzem anticorpos humanos e porcos cujos corações foram geneticamente manipulados de modo que não são rejeitados quando transplantados para babuínos.
CH - Houve críticas de envelhecimento precoce: que «idade» tinha realmente a Dolly quando nasceu, isto é, que papel tem a informação genética herdada nestes casos? A situação é igual à de um animal nascido normalmente?
I.W. - A Dolly morreu de cancro do pulmão, provocado por uma infecção viral. A única outra anormalidade detectada após a sua morte foi sofrer de artrite. A questão do envelhecimento precoce não ficou resolvida por completo. De facto, a Dolly possuia telómeros encurtados (os telómeros são porções de ADN, nas extremidades dos cromossomas, que se vão encurtando à medida que um organismo envelhece – cada vez que uma célula se divide, os telómeros encurtam, nota da redacção) mas não viveu o tempo suficiente para o grupo poder estudar os efeitos desta observação. Seria necessário produzir-se um número razoável de clones, que vivessem algum tempo, para se poder saber ao certo qual o efeito dos telómeros encurtados.
CH - Que limites julga serem aceitáveis para a clonagem? A sociedade tem o direito e/ ou o dever de impor limites à investigação científica? E a clonagem deve restringir-se a fins terapêuticos?
I.W. - No que respeita à clonagem humana, deve ser proibida. Para além dos obstáculos físico e biológicos à sua realização, os problemas psicológicos que adviriam da existência de indivíduos clonados seriam intoleráveis.
Sim, a sociedade deve-se envolver neste tipo de decisões. Sou de opinião que o sistema britânico, de criação de comissões ad hoc, constituídas por especialistas de várias áreas e cidadãos, é um bom sistema. Veja-se o trabalho da Comissão Warnock, sobre as implicações éticas, sociais e legais dos desenvolvimentos em reprodução medicamente assistida, nos anos 80.
Parece-me um erro impor limites à investigação/pesquisa, pelos efeitos que pode ter sobre a aquisição de novos conhecimentos. A fase mais apropriada para estabelecer limites será a que se segue à investigação, ou seja, a aplicação desses conhecimentos. Ora, tais limites já existem, nos países chamados desenvolvidos.
Preocupa-me mais que as pessoas repudiem (ou se afastem) do conhecimento do que este seja incorrectamente utilizado. Os limites devem ser colocados na forma como o conhecimento é utilizado, e não na sua produção.
CiênciaHoje - Nov 2009

Dragão de Komodo - Ovos partenogenéticos

De Flora, a virgem mãe de 2006, ao poder sobre o conhecimento

Na semana passada os media de todo o mundo deliraram com uma história muito apelativa do ponto de vista da época natalícia. Chama-se Flora, é um dragão de Komodo fêmea e pôs ovos viáveis sem nunca ter sido fecundada por um macho. Em palavras mais tablóides? Milagre! Flora, a virgem imaculada, ia ser mãe por alturas do Natal! Este título, nas diversas variantes, foi usado até à náusea, é ver a lista do Google News. Uma delícia.
Passado o tempo da falta de assunto e dos trocadilhos, é claro que este caso interessou os cientistas (reparem que não escrevi "apaixonou a comunidade científica"). O fenómeno da partenogénese é conhecido e já se sabia que, entre outras espécies, várias tipos lagartos são dele capazes. Mas a observação privilegiada de um caso bem documentado num dragão de Komodo é uma estreia; veio confirmar e desfazer teses e no seu campo constitui um avanço significativo do conhecimento.
Ora, chegámos à parte que me interessa. Na pesquisa para um post no meu blogue pessoal (que querem, também sou sensível à falta de assunto que caracteriza o Natal e Flora era irresistível) descobri em poucos minutos imensas coisas que não sabia sobre os dragões de Komodo -- isto apesar de conhecer relativamente bem o bicho das minhas madrugadas insones a ver canais de divulgação científica. O que apurei graças às pesquisas é sintomático do mundo digital e em rede em que hoje habitamos, nos informamos e formamos. Releva o poder dos motores de pesquisa (ainda recomendo o Google) e de espaços como a Wikipedia, uma espécie de enciclopédia diferente, para melhor, de todos os armazéns de conhecimento até hoje produzidos.
O artigo inglês (e provavelmente noutras línguas) da Wikipedia sobre a Parthenogenesis foi actualizado horas depois das notícias terem sido confirmadas. Podemos dá-lo como um poster example das vantagens desta enciclopédia aberta sobre outras, incluindo a edição online da Britannica. Além do benefício da acumulação dos saberes resultantes da evolução tecnológica a ritmo vertiginoso, sem paralelo na Humanidade, que nenhum outro processo de digerir a informação para a tornar conhecimento apresenta, também a actualização do conhecimento científico digamos tradicional é um valor fundamental da Wikipedia. Já o tínhamos observado este ano no domínio das astronomia com a "despromoção" de Plutão e temos agora novo caso de estudo que não pode deixar ninguém indiferente.
O artigo não apenas reflecte já a novidade (a observação detalhada do fenómeno nesta espécie de lagartos, confirmação de um saber empírico que é sempre um dos justos motivos de orgulho da comunidade científica, profissional e amadora) como nos fornece pistas para praticamente todos os aspectos relacionados com a questão -- seja a pista que conduz à Virgem Maria e às crenças associadas, seja a pista que nos leva ao estudo da partenogénese em particular e da reprodução em geral, sexuada e assexuada. Comparem-se as entradas sobre a espécie dragão de Komodo da Wikipedia e da Britannica (Komodo dragon). A comparação é eloquente.
Expresso Dez 2006

REPRODUÇÃO ASSEXUADA


Reprodução assexuada


Reprodução assexuada




A reprodução é uma característica fundamental dos seres vivos, pois permite a formação de novos indivíduos, assegura a perpetuação das espécies e, consequentemente, a continuidade da vida no nosso planeta.
É através da reprodução que o material genético é transmitido de geração em geração, umas vezes mantendo as características, outras produzindo algumas alterações.
Para ultrapassar as incertezas do meio e assegurar a produção de novas gerações, a Natureza adoptou estratégias de reprodução, que globalmente se podem agrupar em dois processos básicos: reprodução assexuada e reprodução sexuada..

Enquanto que a reprodução sexuada é assegurada pela existência de dois progenitores de sexos diferentes e de gâmetas; a reprodução assexuada permite a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor e sem que haja a intervenção de células sexuais. Neste tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se a partir de uma célula ou de um conjunto de células do progenitor, pelo que todos os indivíduos são geneticamente iguais. Assim, a partir de um só indivíduo podem formar-se numerosos indivíduos geneticamente idênticos, tendo a designação de clone. A produção destes indivíduos designa-se por clonagem. Todos os membros de um clone são geneticamente iguais e provêm de um só progenitor. Só excepcionalmente podem surgir diferenças, quando por acaso ocorre uma alteração genética (mutação). Pelo facto dos seres resultantes serem geneticamente idênticos, este tipo de reprodução não contribui para a variabilidade genética das populações, porém assegura o seu rápido crescimento e a colonização de ambientes favoráveis.
A mitose é o processo de divisão celular que está por trás da reprodução assexuada. Este processo celular permite a formação de duas células-filhas, com a informação genética exactamente igual à da célula-mãe.
Existem vários processos de reprodução assexuada. Os mais comuns são: bipartição, divisão múltipla, fragmentação, gemulação, partenogénese, multiplicação vegetativa e esporulação.
www.notapositiva

24 outubro 2009

CICLO CELULAR - Interfase e Fase Mitótica

O ciclo celular refere-se ao crescimento e à divisão da célula, de forma contínua e repetitiva.
O ciclo celular é o conjunto de transformações que decorrem desde a formação de uma célula até ao momento em que ela própria, por divisão, origina duas células-filhas. Existem duas fases no ciclo celular, a interfase e a fase mitótica.
Nas células eucarióticas, existem estruturas filamentosas complexas que são constituídas por DNA e proteínas associadas (histonas), denominadas cromossomas. Um cromossoma é constituído, por um cromatídio e por um centrómero.

A Interfase representa o período entre o fim de uma divisão celular e o início da seguinte, sendo formada pelos intervalos G1, S e G2. Nesta fase os cromossomos não são visíveis ao microscópio óptico. O intervalo G1 é o intervalo entre o fim da fase mitótica e a replicação do DNA. Nele existe uma intensa actividade de síntese de proteínas, enzimas e RNA, como também de organitos celulares. Dá-se um visível crescimento da célula. O Período S é o momento em que ocorre a replicação das moléculas de DNA, associando-se a elas proteínas. Cada cromossoma passa a ser constituído por dois cromatídios ligados por um centrómero. O Intervalo G2 é o momento em que os centríolos duplicam, continuando ainda a ocorrer síntese proteica para criar novas estruturas para as futuras células filhas .
Fase mitótica: Ocorre a mitose, com a cariocinese (carion-cinese - grego = núcleo - divisão) e a citocinese (divisão do citoplasma). Por sua vez, a mitose dividi-se em prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Profase: mudanças no núcleo e no citoplasma; os filamentos de cromatina enrolam-se, tornando-se mais curtos e grossos; cada cromossoma é constituído por dois cromatídios unido por um centrómero; Os dois pares de centríolos começam a afastar-se criando o fuso mitótico e um sistema de microtúbulos protéicos que se agregam formando fibrilas e o invólucro nuclear fragmenta-se e os nucléolos desaparecem.


Metafase: Máximo encurtamento dos cromossomas devido à condensação; os pares de centríolos estão nos pólos; o fuso acromático completa o seu desenvolvimento; os cromossomas e os centrómeros estão no plano equatorial , formando a placa equatorial e prontos para se dividirem.

Anafase: Clivagem dos centrómeros, separando os cromatídios que constituem assim dois cromossomas independentes, dá-se a ascensão polar dos cromossomas-filhos e os dois pólos da célula têm colecções equivalentes e completas de cromossomas.

Telofase: A membrana nuclear organiza-se de novo à volta dos cromossomas de cada pólo; os nucléolos reaparecem; o fuso mitótico é dissolvido; os cromossomas descondensam-se e alongam, tornando-se invisíveis e a célula fica constituída por dois núcleos. Após a cariocinese, dá-se a citocinese que é, resumidamente, a divisão do citoplasma seguida da individualização das duas células-filhas.
Adaptado de pt.shvoong.com/exact-sciences/biology

10 outubro 2009

DNA - The music

Síntese de Proteínas

Tradução

Tradução

O Processo de Tradução

O processo de tradução de uma molécula de RNA_mensageiro ocorre no citoplasma dos procariotas e eucariotas (mais especificamente nos ribossomas) , após o RNA ter sido transcrito a partir de uma fita molde de DNA. Nos eucariotas, uma vez transcrita no núcleo a molécula de RNA mensageiro, esta desloca-se para o citoplasma, onde ocorre a tradução. O processo de tradução consiste na síntese de uma protéina a partir dos codões , tripletos de bases azotadas específicos para cada aminoácido. O inverso, no entanto não é verdadeiro pois um único aminoácido pode ser codificado por mais do que um codão. Veja por exemplo o caso da fenilalanina. A fenilalanina pode ser codificada tanto por TTT como por TTC. No entanto TTT será sempre um dos codões de reconhecimento da fenilalanina. Os aminoácidos constituintes da proteina nascente são capturados no meio através dos RNA de transferência (transportadores), que possuem os anti-codões, que são tripletos de bases azotadas que se emparelham com os codões presentes na molécula de RNA mensageiro. Uma vez incorporado o aminoácido na nova proteína, o RNA transferência separa-se da maquinaria de síntese proteica.
Na realidade uma molécula de RNAmensageiro não é traduzida por um só ribossoma, mas por vários - polirribossomas - dando origem à produção de várias proteínas idênticas.
Adaptado de O DNA vai à escola

Transcrição e Tradução

Transcrição do DNA - Parte 1

O Processo de Transcrição

Todas as informações sobre a constituição de um ser vivo, seja uma bactéria ou um mamífero, estão contidas no seu DNA. Entretanto, o código genético de determinada espécie não se expressa directamente na forma de uma proteína. Por isso, essa mensagem deve ser inicialmente transcrita do DNA para o RNA mensageiro.
Para que ocorra o processo de transcrição é necessária a presença de uma enzima - a RNA polimerase. Esta enzima reconhece o sítio de iniciação do gene, identifica a cadeia do DNA em que está contido e inicia a transcrição. Durante este processo, o emparelhamento dos nucleotídeos de RNA na cadeia de DNA, segue um padrão determinado. A adenina emparelha com o uracilo (uma vez que a molécula de RNA apresenta esta base no lugar de timina), a timina do DNA emparelha com a adenina, a citosina com guanina e a guanina com citosina.
Os nucleotídeos de RNA unem-se pelo fosfato e pela ribose. À medida que a molécula de RNA vai sendo construída, afasta-se da cadeia de DNA que serviu de molde, e esse reconstitui-se.
Nas células eucariotas o RNA transcrito denomina-se RNA pré-mensageiro, sofrendo antes de sair do núcleo um processamento (splicing) onde algumas das suas partes são eliminadas (intrões) e outras permanecem (exões), constituindo-se como RNAmensageiro apenas no final desse processo. Nas células procariotas não ocorre processamento, formando-se directamente RNAm.
Adaptado de O DNA vai à escola

30 setembro 2009

DNA - Processo de Replicação

DNA - Replicação

A Replicação do DNA

A replicação semi-conservativa do DNA exige que duas cadeias polinucleotídicas que formam a hélice do DNA se separem, de modo a expor as bases que irão orientar o emparelhamento dos nucleotídeos para formação das novas cadeias complementares às cadeias moldes.

A separação de duas cadeias da hélice do DNA ocorre à medida que as novas cadeias vão sendo sintetizadas. A região de separação das cadeias tem a forma de uma letra Y e é denominada forquilha de replicação.

A síntese semidescontínua do DNA

As experiências mostraram que ambas as cadeias filhas são sintetizadas na forquilha de replicação por um complexo de enzimas que inclui a polimerase III do DNA. Como, no entanto, as duas cadeias moldes são antiparalelas, numa delas a síntese da cadeia complementar ocorre no sentido 5´ => 3´, enquanto na outra cadeia essa síntese dá-se no sentido inverso, ou seja, 3´ => 5´. No entanto, as duas cadeias são sintetizadas pela polimerase III do DNA, que só catalisa o crescimento da cadeia no sentido 5´ => 3´.
A explicação para esse paradoxo é que, na forquilha de replicação, uma das cadeias é sintetizada continuamente por uma polimerase que se move no mesmo sentido do deslocamento da forquilha. Já a cadeia com polaridade inversa é sintetizada no sentido inverso ao do deslocamento da forquilha de replicação, portanto, também no sentido 5´ => 3´. Isso é possível porque, nesse último caso, a polimerase sintetiza segmentos polinucleotídicos curtos (fragmentos de Okazaki), que são, posteriormente, unidos para formar a nova cadeia contínua.
Na figura abaixo podemos ver as duas cadeias sendo sintetizadas no sentido 5´ => 3´.


A cadeia que cresce no mesmo sentido que o deslocamento da forquilha de replicação, e cuja síntese ocorre continuamente, é chamada de cadeia leading, conforme pode ser visto na figura 1 acima.
A cadeia que cresce no sentido oposto ao deslocamento da forquilha de replicação, e cuja síntese ocorre descontinuamente, é chamada de cadeia lagging.
Esse modo de replicação do DNA, em que uma das cadeias é sintetizada continuamente e a outra, descontinuamente, é chamado de síntese semidescontínua. Costuma-se dizer também qua a síntese do DNA na forquilha de replicação é assimétrica, pois em uma das cadeias (cadeia leading) ela ocorre continuamente, enquanto que na outra (cadeia lagging) ela ocorre de modo descontínuo, em fragmentos.

Adaptado de http://www.biomol.org/replicacao/sentido.shtml

28 setembro 2009

O RNA

O RNA, ou ácido ribonucleico, é uma molécula em cadeia simples, apresentando uma estrutura primária semelhante à do DNA. Como principais diferenças em relação ao DNA, o RNA:

- possui a ribose em vez da desoxirribose, o que lhe confere uma desvantagem estrutural pois torna-se menos resistente à hidrólise;
- é composto por duas bases da família das purinas (guanina e adenina) e duas pirimidinas (citosina e uracilo, em detrimento da timina, presente no DNA).
- apresenta-se, normalmente, sob a forma de cadeia simples, podendo também ocorrer emparelhamento das bases assumindo formas complexas e pouco usuais.

Tal como no DNA, no RNA os nucleótidos estão ligados por ligações fosfodiéster 3'-5'. Apesar destes ácidos nucleicos poderem formar duplexos, estão normalmente sob a forma de cadeia simples. Os RNA existem na célula como produto directo de genes e pertencem a 3 classes distintas: o RNA mensageiro (mRNA), o qual alberga informação que posteriormente será traduzida numa proteína; o RNA ribossomal (rRNA), componente principal do ribossoma e RNA de transferência (tRNA) que funciona como uma molécula transportadora de aminoácidos no decorrer do processo de tradução.

20 setembro 2009

DNA - Estrutura

Estrutura do DNA

O DNA

O DNA (ácido desoxirribonucleico) é o suporte universal da informação genética que define as características de cada organismo vivo. A unidade fundamental do DNA é o nucleótido, o qual resulta da ligação entre uma base azotada (A - adenina, G - Guanina, C- citosina, T- timina), uma pentose (desoxirribose) e um grupo fosfato.
As quatro bases presentes nos nucleótidos de DNA pertencem à família das purinas (A e G) e das pirimidinas (C e G).
A designação dada ao nucleótido encontra-se relacionada com a respectiva base azotada que o compõe.

O DNA é um acido nucleico que apresenta duas cadeias de nucleótidos complementares, de acordo com a ligação/emparelhamento obrigatório das bases constituintes dos nucleótidos que compõem o DNA: A-T e G-C.
Os desoxirribonucleótidos de uma cadeia simples de DNA estão ligados entre si través de uma ligação fosfodiéster entre o carbono 3' do nucleotídeo anterior e o carbono 5' do nucleotídeo posterior. Deste modo, a cadeia de DNA apresenta uma extremidade livre, a 3' com um grupo hidroxilo e uma extremidade 5' livre com um grupo fosfato.
O DNA apresenta uma estrutura secundária sob a forma de “dupla-hélice” (Watson e Crick, 1953), formada por duas cadeias complementares antiparalelas (com sentidos opostos, designando-se uma por 3’-5’ e a outra por 5’-3’), ligadas pelo estabelecimento de pontes de hidrogénio entre as bases azotadas complementares das duas cadeias. As moléculas de açúcar e os grupos fosfato constituem o esqueleto do ácido nucleíco, que apresenta uma carga exterior negativa, devido à presença dos grupos fosfato desprotonados. A hélice dupla do DNA apresenta um diâmetro aproximado de 2 nm, com um espaçamento entre as bases adjacentes de 0,34 nm.
Adaptado de http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=224

13 julho 2009

Continental Drift Band

Pangea

Deriva Continental

Da Deriva Continental à Tectónica de Placas

O movimento dos continentes é marcadamente visível à superfície pela grande deformação da crosta, em particular, nas grandes cadeias ou cinturas montanhosas (Himalaias, Andes, Atlas, etc.).
Há algumas décadas, a maior parte dos cientistas acreditava que os continentes e as bacias oceânicas eram estruturas permanentes da Terra, fixas, e a teoria da deriva continental era considerada uma ideia radical.
A teoria das placas tectónicas (sucessora da teoria da deriva continental) trouxe uma mudança muito extensa na nossa compreensão da Terra e das forças que produziram a sua forma à superfície. Vários autores consideram esta mudança conceptual tão profunda, como a que se produziu quando Darwin, no século XIX, apresentou a sua teoria para a evolução das espécies animais, ou quando Copérnico, no século XVI, determinou que a Terra não era o centro do Universo.
O conceito da deriva continental é uma ideia antiga. Desde que se traçaram os primeiros mapas, os cientistas notaram que as costas dos continentes, em particular a África e a América do Sul, se ajustavam perfeitamente, como peças de um "puzzle", se pudessem ser movimentadas. O francês António Snider-Pelligrini, foi o primeiro a estudar esta ideia com alguma profundidade, tendo apresentado no seu livro, Creation and its Mysteries Revealed (1848), o aspecto que os continentes teriam antes de se terem separado. Ele apresentou evidências de fósseis, na Europa e na América do Norte, mas baseou o seu raciocínio no dilúvio da Arca de Noé. A ideia pareceu tão disparatada aos cientistas da época, e ao público em geral, que foi abandonada e esquecida durante 50 anos. A teoria foi, pela primeira vez considerada séria, quando o geólogo americano Frank B. Taylor apontou vários factos Geológicos que poderiam explicar a deriva continental.

Alfred Wegener
Contudo foi Alfred Wegener (1880-1930), um meteorologista alemão, o primeiro a investigar exaustivamente a ideia da deriva continental, e a convencer os outros cientistas a considerá-la séria. No seu livro The Origin of the Continents and Oceans, publicado em 1915, ele propunha a ideia de que os diversos continentes que hoje conhecemos, estiveram no passado unidos num único. A partir deste único continente, primeiro por partição logo seguida de separação, formaram-se os continentes actuais. Esta teoria é conhecida pelo nome de deriva continental. Ao continente original chamou Pangea e, baseando-se numa grande variedade de dados geológicos (evidências fósseis, paleoclimáticas, etc.), propôs que a sua partição começou há cerca de 200 Ma. Uma das razões sobre a qual se apoia esta teoria, é que na realidade os continentes encaixam uns nos outros como as peças de um "puzzle" e podemos juntá-los todos num único bloco. Os argumentos relacionados com a partição do supercontinete Pangea e a teoria da deriva continental foram suportados por muitas evidências importantes resultantes de estudos geológicos regionais.
A teoria proposta por Wegner foi sobretudo atacada por não conseguir explicar como se podem mover os continentes ao longo de tantos quilómetros. Durante cerca de 30 anos esta teoria quase que foi abandonada devido ao cepticismo em seu redor, e só nos anos 60 inicia-se o renascimento destas ideias, transformadas agora numa nova teoria baptizada com nome de "tectónica de placas". Nesta teoria o que se move é a litosfera, isto é, os primeiros 100 km e o seu movimento é possível devido à existência das camadas viscosas da astenosfera. A separação dos continentes é levada a cabo pela criação de nova crusta oceânica que vai ocupando o espaço que fica entre os continentes que se separam. Devido ao facto de nesta teoria se formar nova crusta oceânica na separação dos continentes, de início denominou-se esta teoria por "alastramento oceânico".
geofisica.fc.ul.pt