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VOLVOX - Alga colonial
02 janeiro 2013
07 fevereiro 2010
Selecção Sexual
“A Selecção Sexual aplica-se à evolução de ornamentações em animais. Essas, especialmente as caudas longas e as cores vistosas, diminuem a sobrevivência mas prevalecem. Isso, pensou Darwin, seria um paradoxo para a teoria de selecção natural [que defende a perpetuação das características que tornam os organismos mais aptos à sobrevivência] ”.Teoria da Selecção Sexual
Foi proposta pelo próprio Darwin, antecipou a Ciência em 100 anos e escandalizou uma sociedade pouco confiante das capacidades femininas: trata-se da Teoria da Selecção Sexual."A evolução é também uma guerra dos sexos", avança Paulo Gama Mota. "As disputas pela reprodução podem atingir níveis de complexidade e refinamento elevados. Os machos de veado vermelho lutam violentamente pelas fêmeas. Em muitos insectos os machos trucidam-se. Noutros casos os machos exibem a sua beleza natural, com caudas grandes e vistosas, que atraem predadores, mas mantêm o seu sucesso por serem preferidos pelas fêmeas. Estas preferem os mais vistosos, ou os que melhor cantam, ou durante mais tempo", explica. Paulo Gama Mota sublinha que a escolha das fêmeas continua a ser um "caso de estudo". "Mas, a guerra dos sexos não termina no acasalamento, porque há muitos comportamentos extra-par como os estudiosos do comportamento vieram a descobrir nas últimas décadas. Mesmo em espécies monogâmicas há muita paternidade extra-par", frisa.
O que é a Teoria da Selecção Sexual? Por que é considerada revolucionária? Por que motivo ficou esquecida durante 100 anos? Como é que hoje influencia a investigação de ponta na área da biologia do comportamento? Investigador dos aspectos evolutivos do comportamento, Gama Mota vai dar a conhecer um outro lado da "genialidade" de Darwin e mostrar como uma teoria traçada no século XIX continua a alimentar a investigação de ponta em Portugal e no mundo.
"A Selecção Sexual aplica-se à evolução de ornamentações em animais. Essas ornamentações, especialmente as caudas longas e as cores vistosas, claramente diminuem a sobrevivência dos seus portadores, mas tendem a prevalecer. E isso, pensou Darwin, seria um paradoxo para a teoria de selecção natural [que defende a perpetuação das características que tornam os organismos mais aptos para sobreviver]", avança Gama Mota.
"Face ao aparente paradoxo, Darwin propôs um mecanismo especial para explicar a sua evolução. Basicamente, as caudas longas podem evoluir se o custo de sobrevivência for compensado por um maior sucesso reprodutivo. Os machos com caudas mais longas, cores mais vistosas ou cantos mais elaborados, seriam mais atraentes para as fêmeas e teriam mais descendentes. E é mesmo isso que se passa", explica o também director do Museu da Ciência.
Para Gama Mota, a Teoria da Selecção Sexual é "mais uma evidência do pensamento genial de Darwin". Porquê? "Porque ele antecipou o que lhe pareceu um buraco na teoria e procurou uma explicação para ele. A explicação estava certa. Mas, com uma honrosa excepção, tal só foi compreendido 100 anos depois, quando a teoria começou a ser testada. Uma antecipação de 100 anos em ciência não é para qualquer um", sublinha.
Por outro lado, avança o investigador, o trabalho de Darwin é desde logo "genial" porque "mudou completamente" o nosso entendimento da natureza viva. "Nada em Biologia faz sentido sem ser à luz da evolução", frisa, citando um biólogo evolucionista."
1.º: porque há evolução, as espécies não foram criadas tal e qual.
2.º: porque há competição: se as árvores cooperassem entre si não teríamos bosques com árvores de 30 metros, cada uma a tentar obter mais Sol para si.
3.º: porque todos os organismos evoluíram de antepassados comuns que viveram há milhares de milhões de anos, isto é, somos todos primos, embora em grau diferente.
4º: porque colocou a origem do Homem como ser biológico no seio da natureza, fruto de um longo processo evolutivo.
5.º: porque antecipou muito do conhecimento que viemos a ter. Sexto Porque a sua teoria foi das mais férteis em ciência, dando origem a uma massa de investigação e de produção de conhecimento incomparáveis".
Informação do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra - De Rerum Natura
Deriva genética
Deriva genética é a variação do fundo genético das populações como consequência do acaso. É frequente em populações muito pequenas quando estas se separam de uma maior, não sendo a primeiras geneticamente representativas da população de onde derivaram. Um pequeno número de indivíduos, chamados fundadores, ao deslocarem-se para outro habitat podem transportar apenas uma parte do fundo genético da população inicial. Assim, certos genes podem ser fixados ou eliminados de uma população por simples acaso, e não por selecção natural.Tudo sobre mutações
Factores de evolução

Migração é um movimento de indivíduos (adultos, gâmetas ou de indivíduos nos primeiros estádios de desenvolvimento embrionário), de uma população para outra, implicando fluxo de genes positivos (entrada de genes na população – imigração) ou negativo (saída de genes da população – emigração).Deriva genética

Selecção natural
A selecção natural é o conjunto de forças ambientais que pode agir em qualquer momento do ciclo de vida de um ser vivo, quer no sentido positivo, proporcionando-lhe uma sobrevivência diferencial, quer no sentido negativo, provocando-lhe uma mortalidade diferencial.
02 fevereiro 2010
Teoria sintética da evolução
O desenvolvimento dos conhecimentos de genética, particularmente as novas descobertas sobre hereditariedade, permitiu reinterpretar a teoria da evolução de Darwin, sintetizando e correlacionando os diversos conhecimentos das áreas da genética, citologia e bioquímica.Neodarwinismo
O Neodarwinismo difere das ideias propostas por Darwin porque explica as causas das variações. A variabilidade surge nas frequências genéticas, isto é, no fundo genético das populações.Darwin e Wallace – Selecção natural e importância do meio.
Segundo o Neodarwinismo, a variabilidade, matéria-prima do processo evolutivo, é causado fundamentalmente pela recombinação genética e pelas mutações.
As mutações são causas de variabilidade porque podem introduzir novos genes nas populações que, se forem vantajosos, poderão contribuir para aumentar a capacidade de sobrevivência.
Quando há uma alteração do ambiente, surgindo novos nichos ecológicos, as populações portadoras de variações favoráveis são naturalmente seleccionadas (selecção natural), por estarem melhores adaptadas à mudança. As portadoras de variações desfavoráveis são também seleccionadas, mas negativamente, sendo eliminadas por estarem em desvantagem competitiva. Pela reprodução, estas variações favoráveis são transmitidas à descendência ao longo das gerações. O fundo genético da população original é alterado, modificando-se o ponto de ajuste.
O fundo genético é descrito em termos de frequências génicas e representa o conjunto dos genes e genótipos de uma população que passam à próxima geração.
População mendeliana é o conjunto de indivíduos que se reproduzem sexuadamente e que partilham o mesmo fundo genético.
Adaptado de notapositiva.com
01 fevereiro 2010
Homem de Neandertal desapareceu há 37 mil anos
A nova datação foi feita por uma equipa de investigadores liderada pelo arqueólogo e investigador português João Zilhão, da Universidade britânica de Bristol, com base em achados do lugar de Pego do Diabo, em Loures, perto de Lisboa.
A novidade, que é publicada hoje na revista científica PloS ONE, clarifica de uma vez por todas uma questão que estava em aberto - a da altura em que os neandertais deixaram de existir - e traz uma nova luz à compreensão das características morfológicas mistas (de neandertal e homem moderno) apresentadas pelo menino do Lapedo, descoberto há uma década no Lagar Velho, perto de Leiria.
Já se sabia que foi aqui, na Península Ibérica, a sul da fronteira natural traçada pelo vale do Ebro, que persistiram os últimos neandertais. A tese foi aliás proposta pelo próprio arqueólogo português há cerca de 20 anos e desde então aceite pela comunidade científica. Até agora, no entanto, não se sabia exactamente até quando duraram aqueles últimos resistentes nestas paragens.
A datação por radiocarbono de restos de fauna e de dentes que foram encontrados no Pego do Diabo, realizada por investigadores da Universidade de Viena, em colaboração com a equipa de João Zilhão, permitiram concluir que a data-limite para a persistência dos neandertais não pode ter sido mais recente do que 37 mil anos.
"Desde que se tornou claro, há cerca de 20 anos, a persistência tardia [dos neandertais a sul dos Pirenéus], a opinião da generalidade dos investigadores era que essa persistência não teria ultrapassado um intervalo de tempo impreciso, entre 34 mil e 38 mil antes do presente", adiantou ao DN o arqueólogo português. "Os novos resultados vêm, por um lado, trazer maior precisão a estas estimativas, colocando o limite em cerca de 37 mil, e, por outro, demonstrar de forma concludente o carácter infundado das especulações à volta de uma possível sobrevivência dos neandertais em Gibraltar até há cerca de 24 mil ou 28 mil anos", adiantou ainda João Zilhão. Esta descoberta vem contribuir também para compreender melhor a criança do Lapedo, da qual o arqueólogo português foi também um dos descobridores, em 1998.
Criança do Lapedo - reconstrução crânio-facial
O estudo do esqueleto e dentes da criança, que tinha cinco anos na altura da sua morte, ocorrida há 30 mil anos, revelou que o menino tinha características do homem moderno, mas também de neandertal, o que abalou o mundo da arqueologia e tem, desde então, sido motivo de debate por parte da comunidade científica.
Nunca antes do achado do menino do Lapedo tinha sido encontrada uma prova material de miscenização entre homens modernos e neandertais. Para João Zilhão, ao confirmar-se agora que deixaram de existir neandertais há 37 mil anos, "confirma-se também que o mosaico de características neandertais e modernas que caracteriza a criança do Lapedo, que data de há 30 mil anos, não pode ser interpretado como resultado de um evento de hibridação anedótico entre progenitores de espécies distintas (um neandertal, o outro moderno)". Como sublinhou ao DN, essa mistura de características "reflecte, assim, necessariamente um processo de miscigenação extensiva dos dois tipos de populações à época do contacto".
A permanência tardia dos neandertais nesta região deverá ter estado relacionada com factores climáticos.
Rascunho do ADN dos homens de Neandertal está terminado
A equipa de Pääbo e a empresa norte-americana 454 Life Sciences, especialista das técnicas de sequenciação genética, realizaram uma proeza: a partir de ossos fósseis de Neandertal vindos de uma gruta na Croácia, sequenciaram milhões de fragmentos de ADN deste humano ancestral. Para tal, desenvolveram métodos específicos para ter a certeza de que estavam realmente a sequenciar o genoma dos Neandertais – e não o dos microorganismos que colonizaram os ossos, nem o dos próprios técnicos que faziam a sequenciação.30 janeiro 2010
Argumentos bioquímicos - Evolução molecular
Os Neandertais pertencem a um grupo de hominídeos extintos que viveram na Ásia ocidental e Europa, aproximadamente, há 300-30 mil anos atrás. Durante esse espaço de tempo conviveram com o Homo sapiens, facto que permitiu criar expectativas sobre o seu grau de parentesco.
De forma a estabecer a sua proximidade evolutiva os cientistas extraiem, analisam e comparam o DNA retirado de ossos de um Neandertal fóssil, com o dos humanos actuais. A partir desses resultados os cientistas estimaram que os neandertais e os humanos modernos evoluíram separadamente, embora ainda se mantenham muitas questões para resolver. Os biólogos moleculares determinam a estrutura do DNA ou proteínas, usando-a para determinar e comparar padrões genéticos que permitem compreender as causas da evolução. Com essas informações é possível perceber as mudanças na função de uma molécula, de onde vem os novos genes assim como a relação filogenética entre os organismos.Ecolocalização - Analogia ou Homologia??
Ecolocalização ou Biosonar é um sentido, uma sofisticada capacidade biológica de detectar a posição e/ou distância de objectos (obstáculos no ambiente) ou animais através de emissão de ondas ultra-sónicas, no ar ou na água. Para diversos mamíferos, morcegos, golfinhos e baleias, essa capacidade é de importância crucial em condições onde a visão é insuficiente. WikipédiaGenética une golfinhos e morcegos
Para a maioria das pessoas os golfinhos são vistos como animais simpáticos, enquanto que o mesmo não pode ser dito sobre os morcegos. Porém, apesar das diferenças, eles apresentam algo em comum.Ambos possuem um sofisticado sistema de ecolocalização, que lles permite a visão e locomoção atravás de sons. Estudos actuais mostraram que essa capacidade se desenvolveu em ambos de forma distinta, mas através das mesmas variações genéticas. A descoberta, dizem os especialistas, representa um exemplo "sem precedentes" de convergência evolutiva entre esses dois animais.
Com base em pesquisas efectuadas na Queen Mary, University of London, apesar das suas diferenças aparentes, golfinhos e morcegos possuem semelhanças que chegam a um nível molecular. Numa publicação da revista "Current biology", estes animais mostram ter desenvolvido o mesmo tipo de células dentro dos seus aparelhos auditivos, o que permite que usem o sistema de ecolocalização para detectar objectos à sua frente e também para capturar presas, emitindo sons de alta frequência e guiando-se pelo eco por eles produzido. Para analisar isso, os cientistas sequenciaram o gene de uma proteína presente nos aparelhos auditivos de todos os animais.Um dos autores do estudo diz que ocorrem inúmeros exemplos de espécies que desenvolveram características semelhantes de forma independente (tal como os dentes dos elefantes e das morsas). Daí se dar crédito a que tais traços convergentes tenham surgido através de diferentes alterações no DNA nos animais. Porém, este estudo mostra que uma capacidade tão complexa como é o caso da ecolocalização se desenvolveu, na verdade, através das mesmas mudanças genéticas tanto em morcegos como em golfinhos.
28 janeiro 2010
Caudipteryx
De todos os dinossauros não-avianos encontrados na China, nenhum se mostrou mais admirável do que o Caudipteryx ("cauda com penas"). Essa criatura de pernas longas parece uma mistura de ambos os tipos de animais, com um bico semelhante ao das aves e penas, mas com os dentes e ossos semelhantes aos de um dinossauro terópode não-aviano. WikipédiaDinossauros com penas
Esses fósseis, descobertos na província de Liaoning, reforçam a contestada teoria de que os dinossauros seriam os ancestrais, em linha directa, das aves, afirma Philip Currie, responsável pela secção de dinossauros de um museu de paleontologia do Canadá. Ele afirma: "Os dinossauros têm sido sinônimo de controvérsia, em ciência, mas essa controvérsia está finalmente resolvida".
O trabalho de uma equipe de cientistas permitiu identificar os fósseis como sendo de duas diferentes espécies; essas descobertas foram publicadas no National Geographic Magazine, e no Nature.
Ji Qiang, director do Museu Geológico Nacional em Beijing, que trabalhou com os fósseis, afirma que a descoberta das penas nesses animais comprovaria a relação existente entre dinossauros e aves. Ele diz: "Eles representam o elo perdido entre aves e dinossauros, que sempre tivemos a esperança de encontrar".
As duas espécies, denominadas Caudipteryx zoui e Protoarchaeopteryx robusta eram ambas capazes de correr rapidamente, embora quase certamente fossem incapazes de voar; essas conclusões são obtidas, por um lado, pela observação de suas longas pernas e, por outro, pelo fato de seus membros anteriores serem relativamente curtos. O Protoarchaeopteryx tinha o tamanho de um peru atual e parece ser o ancestral do conhecido Archaeopteryx, conhecido fóssil. É possível que as penas, nele, tenham tido o papel de isolamento térmico ou de camuflagem ou, ainda, de reconhecimento entre os membros da mesma espécie. Caudipteryx, por outro lado, tinha aproximadamente um metro de altura, com o corpo provavelmente coberto de penas, embora o fóssil exiba penas somente na cauda e nos membros anteriores. Ambos os animais, diz Currie, se assemelham bastante a dinossauros carnívoros chamados Terópodos. "Podia-se prever que esses fósseis realmente existiam, no entanto, francamente, nunca esperei que fôssemos ter a sorte de encontrá-los", diz Mark Norell, do departamento de paleontologia dos vertebrados do Museu de História Natural de Nova Iorque, que também participou do trabalho com os fósseis.
O próximo passo, segundo alguns cientistas, será identificar exatamente para que serviam as penas nesses dinossauros, já que não estariam ligadas ao vôo. Essas descobertas, por exemplo, poderiam ajudar a descobrir se os dinossauros eram animais de sangue quente ou de sangue frio, como os répteis atuais. Por outro lado, a falta de relação entre as penas e o vôo poderia permitir o surgimento de novas teorias a respeito de como da origem do vôo.
Tradução e adaptação de Reuters - Junho 98



