Mostrar mensagens com a etiqueta REGULAÇÃO NOS ANIMAIS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta REGULAÇÃO NOS ANIMAIS. Mostrar todas as mensagens
18 janeiro 2015
12 janeiro 2015
17 maio 2012
22 junho 2009
O Sistema Excretor
O sistema excretor, no caso do homem chamado sistema urinário, é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue, produzem e excretam a urina - o principal líquido de excreção do organismo. É constituído por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urinária e pela uretra.Os rins situam-se na parte dorsal do abdómen, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. Têm a forma de um grão de feijão enorme e possuem uma cápsula fibrosa, que protege o córtex - mais externo, e a medula - mais interna.
Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.
O nefrónio é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em uma das extremidades, uma expansão em forma de taça, denominada cápsula de Bowman, que se conecta com o túbulo contorcido proximal, que continua pela ansa de Henle e pelo túbulo contorcido distal; este desemboca em um tubo colector. São responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções.
COMO FUNCIONAM OS RINS
O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfron, formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi.
O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, processo denominado filtração. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman constituem o filtrado glomerular, que é semelhante, em composição química, ao plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.
O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, processo denominado filtração. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman constituem o filtrado glomerular, que é semelhante, em composição química, ao plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.
O filtrado glomerular passa em seguida para o túbulo contorcido proximal, cuja parede é formada por células adaptadas ao transporte ativo. Nesse túbulo, ocorre reabsorção ativa de sódio. A saída desses íons provoca a remoção de cloro, fazendo com que a concentração do líquido dentro desse tubo fique menor (hipotónico) do que do plasma dos capilares que o envolvem. Com isso, quando o líquido percorre o ramo descendente da ansa de Henle, há passagem de água por osmose do líquido tubular (hipotónico) para os capilares sangüíneos (hipertónicos) – ao que chamamos reabsorção. O ramo descendente percorre regiões do rim com gradientes crescentes de concentração. Conseqüentemente, ele perde ainda mais água para os tecidos, de forma que, na curvatura da ansa de Henle, a concentração do líquido tubular é alta.
Esse líquido muito concentrado passa então a percorrer o ramo ascendente da alça de Henle, que é formado por células impermeáveis à água e que estão adaptadas ao transporte ativo de sais. Nessa região, ocorre remoção ativa de sódio, ficando o líquido tubular hipotônico. Ao passar pelo túbulo contorcido distal, que é permeável à água, ocorre reabsorção por osmose para os capilares sangüíneos. Ao sair do nefrónio, a urina entra nos dutos coletores, onde ocorre a reabsorção final de água.
Dessa forma, estima-se que em 24 horas são filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma; porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, o que significa que aproximadamente 99% do filtrado glomerular é reabsorvido.
Além desses processos gerais descritos, ocorre, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal, essas substâncias já não são mais encontradas.Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único, a veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção ao coração.
Dessa forma, estima-se que em 24 horas são filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma; porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, o que significa que aproximadamente 99% do filtrado glomerular é reabsorvido.
Além desses processos gerais descritos, ocorre, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal, essas substâncias já não são mais encontradas.Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único, a veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção ao coração.
A regulação da função renal relaciona-se basicamente com a regulação da quantidade de líquidos do corpo. Havendo necessidade de reter água no interior do corpo, a urina fica mais concentrada, em função da maior reabsorção de água; havendo excesso de água no corpo, a urina fica menos concentrada, em função da menor reabsorção de água.
O principal agente regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é a hormona ADH (antidiurética), produzida no hipotálamo e armazenada na hipófise. A concentração do plasma sangüíneo é detectada por receptores osmóticos localizados no hipotálamo. Havendo aumento na concentração do plasma (pouca água), esses osmorreguladores estimulam a produção de ADH. Esse hormona passa para o sangue, indo atuar sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do nefrónio, tornando as células desses tubos mais permeáveis à água. Dessa forma, ocorre maior reabsorção de água e a urina fica mais concentrada. Quando a concentração do plasma é baixa (muita água), há inibição da produção do ADH e, conseqüentemente, menor absorção de água nos túbulos distais e coletores, possibilitando a excreção do excesso de água, o que torna a urina mais diluída.
Certas substâncias, como é o caso do álcool, inibem a secreção de ADH, aumentando a produção de urina.
Além do ADH, há outra hormona participante do equilíbrio hidro-iônico do organismo: a aldosterona, produzida nas glândulas supra-renais. Ela aumenta a reabsorção ativa de sódio nos túbulos renais, possibilitando maior retenção de água no organismo. .
Além do ADH, há outra hormona participante do equilíbrio hidro-iônico do organismo: a aldosterona, produzida nas glândulas supra-renais. Ela aumenta a reabsorção ativa de sódio nos túbulos renais, possibilitando maior retenção de água no organismo. .
Osmorregulação
Processo homeostático de manutenção do equilíbrio de água e sais no interior de um ser vivo, a osmorregulação inclui um conjunto de mecanismos que mantêm a pressão osmótica do meio interno dentro de valores compatíveis com a vida. Tendo em conta o tipo de adaptações desenvolvidas no âmbito da osmorregulação, os seres vivos podem ser considerados osmoconformantes (poiquilosmóticos) ou osmorreguladores (homeosmóticos). Os osmoconformantes não são capazes de controlar a sua pressão osmótica interna, que varia com a pressão osmótica do meio externo. Estes organismos apresentam células que toleram uma pressão osmótica elevada. Os osmorreguladores têm a capacidade de controlar a sua pressão osmótica interna, que se mantém constante, independentemente das variações da pressão osmótica do meio exterior. A existência de mecanismos que permitam manter a pressão interna constante - mecanismos de osmorregulação - é importantíssima nos organismos osmorreguladores, uma vez que estes não toleram grandes variações osmóticas. Nos animais, os mecanismos de osmorregulação envolvem, entre outros órgãos, o sistema excretor, que permite a eliminação de substâncias tóxicas e o controlo do volume de água e sais minerais. Os mecanismos osmorreguladores são diferentes consoante o habitat em que o animal se encontra - meio aquático, de água doce ou marinho, ou meio terrestre. Nos ambientes de água doce, em que o meio interno dos organismos é hipertónico em relação à água, a osmorregulação deve opor-se à tendência da água passar, por osmose, para o interior do ser vivo e à perda de sais por difusão. Existem vários processos que permitem eliminar o excesso de água nestes ambientes, como os vacúolos contrácteis dos protozoários e os rins com glomérulos muito desenvolvidos dos peixes de água doce. Nos peixes de água doce, por exemplo, os mecanismos de osmorregulação passam pela não ingestão de água, pela produção de grandes quantidades de urina diluída e pelo transporte activo de sais para o meio interno, através das brânquias. Nos ambientes marinhos o problema é oposto ao das águas doces. O meio interno dos seres vivos é hipotónico em relação à água, pelo que a osmorregulação deve prevenir a excessiva perda de água por osmose e facilitar a secreção de sais. Órgãos envolvidos na excreção de sal, como rins com poucos glomérulos, brânquias, glândulas do sal e tracópodes, permitem minimizar a perda de água em ambientes com grande salinidade. Os peixes de água salgada, por exemplo, que ingerem grandes quantidades de água salgada, excretam, por transporte activo, o excesso de sal através das brânquias. A urina produzida por estes organismos é muito concentrada. Nas aves marinhas, que também ingerem água salgada, os mecanismos de osmorregulação incluem a excreção de sal, por transporte activo, através de glândulas nasais (glândulas do sal). Nos ambientes terrestres, os organismos perdem água por evaporação, através das superfícies respiratórias e da pele e através da excreção de urina e de fezes. A osmorregulação nestes animais inclui mecanismos como a ingestão de grandes quantidades de água e a produção de urina hipertónica. Nos animais terrestres encontram-se vários tipos de sistemas excretores. A minhoca, por exemplo, possui nefrídios, que produzem urina diluída, compensando a entrada excessiva de água por osmose através da sua pele. Os insectos e outros artrópodes terrestres apresentam túbulos de Malpighi associados a glândulas rectais, que produzem urina hipertónica, contrariando a tendência para perder água associada aos ambientes secos em que estes organismos vivem. Os vertebrados, por sua vez, têm como órgãos excretores os rins. 21 junho 2009
Termorregulação
A termorregulação pode ser entendida como um conjunto de mecanismos que permitem regular a temperatura corporal interna de um organismo, de forma a mantê-la dentro de valores compatíveis com a vida quando a temperatura do meio externo varia. Em termos ecológicos e de acordo com a forma como reagem às alterações de temperatura no meio ambiente, os seres vivos podem ser divididos em endotérmicos, ectotérmicos e heterotérmicos. Os endotérmicos são os animais que mantêm uma temperatura corporal interna constante, recorrendo à energia metabólica para suportar os custos desse processo, como, por exemplo, as aves e os mamíferos. Estes organismos apresentam uma faixa de termoneutralidade, em que a temperatura corporal é regulada por alterações nas trocas de calor ao nível da pele. Os ectotérmicos, como é o caso da maioria dos répteis, apresentam uma temperatura corporal variável de acordo com as flutuações do meio ambiente, o que gera várias restrições em termos ecológicos mas, em contrapartida, acarreta menores necessidades energéticas. Existem ainda indivíduos heterotérmicos, isto é, que apresentam uma temperatura corporal variável, podendo actuar como endotérmicos facultativos, de acordo com as condições ambientais. A regulação da temperatura corporal nos organismos endotérmicos é um processo de importância vital, já que é um factor determinante na sua homeostasia interna, nomeadamente na manutenção da taxa de metabolismo celular e na manutenção da integridade do organismo. A temperatura condiciona diversos processos biológicos, como a actividade enzimática, a permeabilidade das membranas celulares, a taxa das trocas respiratórias, a produção de energia a nível celular, a produção de espermatozóides e o comportamento (grau de actividade) dos indivíduos, entre muitos outros processos. No Homem, a temperatura corporal oscila em torno dos 37 ºC, com uma amplitude de mais ou menos um grau, dependendo das condicionantes ambientais e fisiológicas (idade, sexo, fase do ciclo menstrual, etc.). A produção de calor resulta do conjunto das reacções químicas exotérmicas (catabolismo) que, continuamente, ocorrem no organismo, permitindo uma libertação constante de energia sob a forma de calor. O hipotálamo, um centro nervoso situado no interior da caixa craniana, na zona inferior e central do encéfalo, actua como centro de regulação térmica, detectando as variações de temperatura externas, através da informação que chega dos receptores térmicos cutâneos, os termorreceptores, e internas, através da monitorização da temperatura do sangue que irriga o próprio hipotálamo. O hipotálamo coordena as respostas orgânicas que permitem a manutenção da temperatura corporal em intervalos estreitos, sendo o hipotálamo anterior responsável pelas respostas reflexas em situações de calor (aumento da taxa de transpiração e promoção da vasodilatação periférica, por exemplo) e o posterior pelas respostas em situações de frio, procurando manter a temperatura corporal através do aumento da produção de calor e da redução das perdas (por exemplo, através da vasoconstrição e da erecção dos pêlos da pele). Na regulação da temperatura corporal intervêm também hormonas, como a adrenalina, a noradrenalina e a tiroxina. A sudorese é um eficiente mecanismo de arrefecimento do organismo em situações de hipertermia, desencadeadas, por exemplo, por actividade física intensa ou por temperaturas ambiente elevadas. O organismo liberta, através das glândulas sudoríparas, água aquecida, que evapora na superfície externa da pele, libertando energia térmica para o meio ambiente e arrefecendo o organismo. Em situações de actividade muito intensa, a perda de água por transpiração pode ultrapassar os 1,5l por hora, sendo que a evaporação de 1g de água corresponde à perda de cerca de 0,6 kcal.A febre constitui uma alteração temporária do ponto de ajuste do termóstato hipotalâmico, provocando um aumento da temperatura corporal. Esta alteração resulta de substâncias produzidas por algumas classes de leucócitos durante o processo de defesa imunitária contra agentes infecciosos externos. A manutenção de temperaturas superiores a 43 ºC pode desencadear danos, nomeadamente lesões cerebrais, irreversíveis.www.infopedia.pt
Sistema endócrino
O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas que apresentam como actividade característica a produção de secreções denominadas hormonas. As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krynos, secreção) são assim chamadas porque lançam as suas secreções (hormonas) directamente no sangue, através do qual atingem todas as células do corpo. Cada hormona actua apenas sobre alguns tipos de células, denominadas células-alvo.
As células alvo de determinadas hormonas possuem, na membrana ou no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar especificamente com as moléculas da hormona. É apenas quando a combinação correcta ocorre que as células-alvo exibem as respostas características da acção hormonal.
A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormona.
As células alvo de determinadas hormonas possuem, na membrana ou no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar especificamente com as moléculas da hormona. É apenas quando a combinação correcta ocorre que as células-alvo exibem as respostas características da acção hormonal.
A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormona.
Frequentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso atua na coordenação e regulação das funções corporais.
Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tiróide, as supra-renais, o pâncreas, as gónadas (os ovários e os testículos) o tecido adiposo.
Adaptado de Wikipédia e www.webciencia.com
Adaptado de Wikipédia e www.webciencia.com
27 maio 2009
Os neurónios

TECIDO NERVOSO
A unidade funcional e estrutural do sistema nervoso é o neurónio ou célula nervosa. São os neurónios que fazem a ligação entre as células receptoras dos diversos órgãos sensoriais e as células efectoras, nomeadamente músculos e glândulas. Os neurónios são células muito especializadas que apresentam um ou mais prolongamentos, ao longo dos quais se desloca um sinal eléctrico. Podem ser classificados, com base no sentido em que conduzem impulsos relativamente ao sistema nervoso central, em:
Neurónios sensoriais ou aferentes - os que transmitem impulsos do exterior para o sistema nervoso central;
Neurónios motores ou eferentes - os que transmitem impulsos do sistema nervoso central para o exterior.
Neurónios de conexão - os que conduzem impulsos entre os outros dois tipos de neurónios.
Cada neurónio compreende um corpo celular que contém um núcleo, retículo endoplasmático muito abundante, mitocôndrias, aparelho de Golgi e neurofibrilas; apresentando uma ou mais ramificações de filamentos citoplasmáticos finos, chamados dendrites, que conduzem os impulsos até ao corpo celular e um prolongamento, o axónio, que pode ser muito longo e apresentar ramificações na sua parte distal ou, ao longo da sua extensão, formando ramificações colaterais.
Neurónios sensoriais ou aferentes - os que transmitem impulsos do exterior para o sistema nervoso central;
Neurónios motores ou eferentes - os que transmitem impulsos do sistema nervoso central para o exterior.
Neurónios de conexão - os que conduzem impulsos entre os outros dois tipos de neurónios.
Cada neurónio compreende um corpo celular que contém um núcleo, retículo endoplasmático muito abundante, mitocôndrias, aparelho de Golgi e neurofibrilas; apresentando uma ou mais ramificações de filamentos citoplasmáticos finos, chamados dendrites, que conduzem os impulsos até ao corpo celular e um prolongamento, o axónio, que pode ser muito longo e apresentar ramificações na sua parte distal ou, ao longo da sua extensão, formando ramificações colaterais.
Em alguns casos, os axónios podem estar rodeados por uma substância esbranquiçada, de natureza lipídica, a mielina, recoberta por uma película de citoplasma contendo núcleos, designada por bainha de Schwann. A bainha de mielina é descontínua, dando origem à formação de nódulos de Ranvier.
ESTUTURA DO NERVO
Um nervo contém feixes de fibras nervosas, (utiliza-se o termo fibra nervosa para designar o axónio ou. as dendrites) envolvidas por uma membrana conjuntiva resistente. Cada feixe é, por sua vez, envolvido por uma bainha conjuntiva; entre os feixes existe tecido conjuntivo que encerra vasos sanguíneos. Os nervos apresentam cor branca porque são formados por fibras mielínicas.
Um nervo contém feixes de fibras nervosas, (utiliza-se o termo fibra nervosa para designar o axónio ou. as dendrites) envolvidas por uma membrana conjuntiva resistente. Cada feixe é, por sua vez, envolvido por uma bainha conjuntiva; entre os feixes existe tecido conjuntivo que encerra vasos sanguíneos. Os nervos apresentam cor branca porque são formados por fibras mielínicas.
As fibras nervosas têm a propriedade de propagar impulsos muito rapidamente, em todo o seu comprimento, e de os transmitir à célula nervosa que se lhe segue, através de contactos conhecidos por sinapses. Estas podem existir entre dois neurónios, entre célula sensorial e neurónio ou entre neurónio e órgão efector. Ao nível dos músculos, a sinapse toma o nome de placa motora. O impulso entra no neurónio pelas dendrites, passa ao corpo celular e deste para o axónio, que o envia para o neurónio seguinte.No estado de repouso, o neurónio encontra-se polarizado. O interior está carregado mais negativamente que o exterior. O estímulo altera a permeabilidade da membrana no ponto excitado aos iões Na+ e K+.
Os iões sódio (Na+) penetram no interior do axónio, ficando, este, carregado positivamente no ponto da estimulação.
Os iões potássio (K+) saem para o exterior, provocando uma alteração na distribuição das cargas.
Posteriormente são devolvidos ao interior mediante uma bomba de sódio e potássio que, ao mesmo tempo, expulsa para o exterior os iões Na+. Deste modo é restabelecido o potencial de repouso.
A entrada inicial de iões Na+ provoca a abertura de canais para esses iões nos segmentos adjacentes, de modo que o processo se repete e o impulso nervoso se transmite através de todo o neurónio.
Em alguns casos, a união dos neurónios é tão estreita que a onda de despolarização
Na maioria dos casos ocorre uma sinapse química. Nesta, o sinal eléctrico que chega à terminação do axónio provoca a libertação de neurotransmissores, os mensageiros químicos, existentes em vesículas que atravessam a fenda sináptica. Estes vão unir-se aos receptores específicos, localizados na membrana pós-sináptica, provocando uma alteração eléctrica na membrana da dendrite do neurónio seguinte.
Podemos, então, concluir que a transmissão do impulso implica a transformação de um sinal eléctrico num sinal químico que, posteriormente, é transformado num outro sinal eléctrico.A indução do impulso nervoso nas fibras mielínicas e amielínicas difere na sua velocidade, sendo maior nas mielínicas. Este facto deve-se ao tipo de condução saltatória, verificado ao nível das fibras mielínicas, nas quais o impulso nervoso é transmitido, aos saltos, de um nódulo de Ranvier ao outro, ao longo da fibra.
Extraído de campus.fortunecity
Subscrever:
Mensagens (Atom)