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17 maio 2010

Como se formam as grutas?

Grutas de Miradaire


Turquia - Pamukkale

O Pamukkale (português:castelo de algodão) é um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que desce em cascata numa colina. Situa-se perto de Denizli, na Turquia. A formação do Pamukkale deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte que provocam o derrame de carbonato de cálcio, que depois solidifica como mármore travertino. Foi declarado Património Mundial da UNESCO juntamente com Hierápolis em 1988. WIKIPÉDIA

16 maio 2010

Rochas Quimiogénicas e Biogénicas

Os sedimentos/rochas sedimentares biogénicas e quimiogénicas formam-se principalmente pela precipitação de iões dissolvidos na água.
Quando a precipitação de iões ocorre devido à actividade biológica de organismos vivos, os produtos resultantes são conhecidos por sedimentos/rochas sedimentares biogénicas. Quando a precipitação ocorre sem contribuição orgânica, os produtos são sedimentos/rochas sedimentares quimiogénicas. ( ler mais....)

25 março 2010

Grand Canyon

O Grand Canyon foi visto pela primeira vez por um ruropeu em 1540, o espanhol Garcia Lopez de Cardenas. A primeira expedição científica ao desfiladeiro foi dirigida pelo Major John Wesley Powell no final da década de 1870. Powell referiu-se às rochas sedimentares expostas no desfiladeiro como "páginas de um belo livro de histórias". Ler mais










Chaminés de Fada


As chaminés de fada são formas de relevo muito curiosas. Formam-se a partir de depósitos detríticos pouco coerentes e muito diversificados em tamanho. Podem coexistir desde argilas e areias. A acção da chuva vai provocar uma erosão diferencial: os materiais mais finos serão erodidos enquanto que os materiais mais volumosos e mais rígidos serão mais poupados ao trabalho de desgaste das águas de escorrência. Contudo, a erosão não afectará os materiais por baixo dos grandes blocos de rochas. A rocha de cima funciona como protector da erosão e acabará por colapsar quando, com o continuar da erosão, não seja possível sustentar o bloco de rocha maior.
São formas de relevo raras e ocorrem, sobretudo em áreas montanhosas onde existam depósitos de vertente, em particular depósitos glaciários que são aqueles em que a diversidade de tamanho dos detritos é, normalmente, maior. Assim, bons exemplos podem ser encontrados nos Alpes e nas montanhas da Turquia. Os exemplos que se seguem são de uma região da Turquia chamada Capadócia.
GEOGRAPHICAE

EROSÃO e TRANSPORTE

Os produtos geológicos formados pela meteorização física e química das rochas podem ser removidos do local onde tiveram origem pela acção de agentes de transporte como a gravidade, a água , o gelo e o vento. Essa remoção é designada por erosão e, após a formação de sedimentos (detríticos e químicos), pelos agentes de meteorização e erosão, estes podem sofrer transporte até ao momento em que ocorre a sua depositação.

METEORIZAÇÃO




The Process of Weathering @ Yahoo! Video

A maioria das rochas da litosfera é formada em profundidade, sob o efeito de elevadas pressões e temperaturas. A sua ascensão superficial, por erosão ou reajustamentos isostáticos da crusta, provoca o seu contacto com factores externos, nomeadamente a água, o oxigénio, temperaturas e pressões mais baixas, provocando a sua alteração ou meteorização. A meteorização pode ter uma origem física/mecânica, química ou biológica e não implica qualquer transporte de material.
A meteorização mecânica corresponde à desagregação física de uma rocha em fragmentos mais pequenos, semelhantes à rocha original. Existem diversos tipos de meteorização mecânica: Fragmentação (por expansão devida a descompressão), Haloclastia, Crioclastia e Termoclastia.
Na meteorização química a estrutura interna dos minerais constituintes das rochas sofre alterações, com a entrada ou remoção de certos elementos químicos, dando origem à formação de novos mineras mais estáveis sob as condições da superfície. Os principais agentes dessa alteração química são a água, o oxigénio e o dióxido de carbono, podendo a meteorização química ocorrer através de quatro processos básicos de reacções químicas: hidratação/desidratação, dissolução, hidrólise e oxidação.
Os seres vivos também são causadores de meteorização, passando a sua acção também por factores mecânicos e químicos.
Adaptado de Biodesafios

Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares cobrem os continentes da crosta terrestre extensivamente, mas a contribuição total das rochas sedimentares estima-se que seja de apenas cinco por cento do total. Dessa forma, vemos que as sequências sedimentares representam apenas uma fina camada de uma crosta composta essencialmente de rochas ígneas e metamórficas.

Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares constituem apenas 5 a 10% do volume total da crusta terrestre. No entanto são as mais abundantes superficialmente, formando uma cobertura de sedimentos que se originam pela meteorização das rochas pré-existentes (magmáticas, metamórficas e sedimentares) cobrindo, aproximadamente, 75% da superfície terrestre.

A meteorização das rochas preexistentes corresponde à primeira etapa de formação das rochas sedimentares. Após a meteorização das rochas , estas tendem a ser sujeitas à erosão, formando sedimentos que são frequentemente transportados por diversos agentes para outros locais. As bacias oceânicas ou grandes zonas de depressão na crosta continental são os principais de deposição de sedimentos. Nestes pode ocorrer diagénese, quando estão sujeitas a afundamento, e originar uma rocha sedimentar coerente.

As rochas sedimentares tendem a depositar-se em estratos ou camadas contendo, frequentemente, fósseis. Funcionam assim como verdadeiros arquivos históricos da Terra, cujo estudo permitirá conhecer melhor os acontecimentos que marcaram a história geológica do nosso planeta. Com a datação das rochas e do seu conteúdo fossilífero é possivel construir uma escala de tempo geológico.

A formação das rochas sedimentares encontra-se associada a todos os tipos de rochas que são expostas à superfície ou perto desta, em condições de temperatura e pressão diferentes daquelas em que se originaram. Muitos minerais que constituem estas rochas tornam-se instáveis e formam novos minerais, mais estáveis para condições superficiais, que vão constituir as rochas sedimentares. Este processo contínuo de formação ocorre ao longo de várias etapas.

Como a maioria das rochas se forma em profundidade, sob o efeito de elevadas temperaturas e pressões, quando ascendem à superfície (por remoção das camadas superiores, por erosão ou reajustamentos isostáticos da crusta terrestre) ficam sujeitas a diferentes condições de pressão e temperatura e em contacto com a água e o ar. As rochas sofrem assim desintegração e desagregação. A meteorização pode ser mecânica ou química e não implica qualquer transporte de material. Porém, os produtos que se geram com a meteorização química e física são removidos do local de formação pelos agentes da erosão ou transporte como a água, vento e o gelo.

Após a formação dos sedimentos detríticos e químicos (que podem também ter origem biológica), pela acção da meteorização e erosão, estes podem ser transportados até ao momento em que ocorre a deposição por diversos agentes de transporte, nomeadamente: a gravidade, a água, o gelo (glaciares) e o vento.

Quando a energia do agente de transporte não é suficiente para transportar as partículas detríticas, ocorre a sua depositação (sedimentação) sob o efeito da gravidade. No entanto, no caso dos sedimentos químicos e bioquímicos a depositação ocorre por precipitação, quando as condições do meio aquoso variam (temperatura, salinidade, composição, etc).

A maioria dos sedimentos detríticos e químicos são transportados para os oceanos, que constituem as principais bacias de deposição. A acumulação sucessiva e contínua de sedimentos provoca uma compactação das camadas inferiores e mais antigas que ficam sujeitas a uma maior pressão por efeito do peso das camadas superiores. Os sedimentos não consolidados são sujeitos a afundamento e o seu volume pode ser reduzido até 40%, expulsando elevados volumes de água que se encontrava nos poros.

O afundamento está associado à diagénese das rochas sedimentares consolidadas, que envolve diversas modificações físicas e químicas, ligadas, principalmente, ao aumento da pressão e da temperatura. As elevadas temperaturas (aos 4 Km de profundidade superam os 120ºC) permitem a ocorrência de reacções entre os minerais e a água presente nos interstícios dos sedimentos, formando uma rocha sedimentar consolidada.

Um processo importante na diagénese é a cimentação de novos minerais que permitem preencher os poros dos sedimentos, unindo as diferentes partículas, aumentando a consolidação (litificação) da rocha. Os cimentos mais comuns são a calcite e a sílica. A cimentação resulta numa diminuição da porosidade. Após a precipitação muitos dos minerais recristalizam, originando novos minerais mais estáveis para condições de pressão e temperatura superiores.

Biodesafios