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09 março 2009

O Aparelho Digestivo

Homem - Aparelho Digestivo

O Aparelho Digestivo é um sistema de órgãos que no homem (e nos animais superiores), é responsável pela ingestão e digestão dos nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, locomoção, reprodução, etc.
O Aparelho Digestivo é composto pelo tubo digestivo e pelas glândulas anexas.
TUBO DIGESTIVO
BOCA: local onde ocorre o processo da mastigação (acção mecânica) e insalivação (acção química). A secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima-amilase salivar), degrada o amido (início da digestão dos glícidos, em maltose. É nela que se forma o bolo alimentar.
Faringe: Auxilia no processo de deglutição (acto de engolir).
Esófago: Canal de passagem onde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações musculares (movimentos peristálticos) até o estômago.
ESTÔMAGO: órgão em forma de bolsa onde ocorre a mistura do bolo alimentar com o suco gástrico (água, muco, ácido clorídrico e enzimas). É nele que actuam lipases (digestão de lípidos) e a pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores de aminoácidos). O ph do estômago é muito ácido. O bolo alimentar torna-se mas líquido e ácido passando a chamar-se quimo, sendo, aos poucos, encaminhado para o duodeno.
INTESTINO DELGADO: Local onde são produzidas outras enzimas para a digestão de proteínas, assim como maltase (digestão da maltose), lactase (digestão da lactose) e a sacarase (digestão da sacarose). A superfície interna, ou mucosa, apresenta inúmeros dobramentos maiores, e milhões de pequenas dobras, chamadas vilosidades (para aumento da superfície de absorção intestinal). As membranas das células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, pequenas evaginações microscópicas denominadas microvilosidades. No intestino delgado ocorre a absorção intestinal do quilo, isto é, a passagem para o meio interno (sangue) dos produtos finais da digestão, assim como a água, os iões e as vitaminas. O intestino delgado está dividido em duodeno e jejuno-íleo.
DUODENO: local onde o suco pancreático (neutraliza acidez do quimo e faz a digestão de proteínas, de glícidos e gorduras) e a bílis (emulsificação de gorduras) agem transformando o quimo em quilo.
JEJUNO-ÍLEO: local onde termina a acção enzimática e tem início a absorção dos nutrientes.
Intestino grosso: Dividido em 4 partes: ceco (cecum), cólon, reto e ânus. É o local de absorção da água restante, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. As glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus.
CECO: É a porção inicial do intestino grosso segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco encontramos uma ponta chamada apêndice cecóide ou vermicular.
CÓLON: É a região intermediária, um segmento que se prolonga do ceco até o ânus.
RECTO: É a parte final do tubo digestivo e termina-se no canal anal. É no canal anal que ocorrem as hemorróidas que nada mais são que varizes nas veias retais inferiores.
ÂNUS: Controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso
Ao tubo digestivo estão associadas glândulas anexas (algumas já mencionadas) que produzem sucos digestivos ricos em enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos.
As glândulas/órgãos/estruturas anexas são:
Glândulas salivares
Glândulas gástricas (na parede interna do estômago)
Glândulas intestinais (na parede interna do intestino delgado)
Pâncreas
Fígado
Actualmente muitas análises feitas ao interior do tubo digestivo são feitas por endoscopia. Investigações recentes tem vindo a desenvolver novos métodos de endoscopia digestiva, através da introdução de uma pequema câmara de vídeo ( do tamanho de um comprimido) encerrada numa pequena cápsula de filmar . Este novo método, baseado na nanotecnologia, é um excelente auxiliar de diagnóstico trazendo enormes vantagens não só por permitir análises mais rápidas como também por não trazer qualquer incómodo ao paciente.
Adaptado de www.ervinhas

28 fevereiro 2009

Como é que os seres digerem o alimento?


Todos os seres que obtém alimento por ingestão (captação de alimento não digerido) ao contrário dos que o fazem apenas por absorção (obtenção de alimento já digerido) necessitam de o simplificar através de processos digestivos. Esses processos digestivos ocorrem de forma diferenciada em função do grau de complexidade atingido pelo organismo e são conhecidos por:
A digestão intracelular ocorre no interior da célula, sendo frequente em organismos unicelulares (protozoários - protistas que fazem ingestão) ou em animais com um baixo grau de especialização celular, isto é, sem tubo digestivo (filo porifera - esponjas do mar) ou com um tubo digestivo incompleto, isto é apenas com um único orifício que funciona, em simultâneo, de boca e de anús ( filo cnidaria - hidras, corais, medusas e anémonas ou filo plateminta - planária) que, como tal, não lhes permite completar, fora das células, a digestão.
Na digestão intracelular o papel dos lisossomas é fundamental.
Estes organitos são um tipo especial de vesículas libertadas pelo aparelho de Golgi, cheias de enzimas digestivas (hidrolases) que ao fundirem-se com os vacúolos de endocitose, transformam-nos em vacúolos digestivos. No interior destes as hidrolases misturam-se com as partículas ingeridas, simplificando-as através de reacções de hidrólise, onde as macromoléculas são convertidas nos seus monómeros possibilitando a sua posterior absorção.
A digestão será apenas extracelular se ocorrer num tubo digestivo completo (com boca e anús) onde se vão processar todas as reacções, através de enzimas específicas, necessárias à degradação das macromoléculas ingeridas. O tubo digestivo do homem é um exemplo do mesmo.
É conveniente lembrar que apesar de ocorrerem seres que captam alimento por absorção (bactérias heterotróficas e fungos - microconsumidores) e outros por ingestão ( protozoários e animais - macroconsumidores), em última análise também as células destes últimos fazem absorção, após decorrida a digestão.
Para finalizar pode-se ainda colocar a seguinte questão: Será que os seres que apenas captam alimento (bactérias e fungos) por absorção nunca fazem digestão? Na realidade fazem! Mas é uma digestão extracorporal (fora do seu corpo) que ocorre através de enzimas que libertam para o exterior com a finalidade de simplificar o alimento e torná-lo de fácil absorção. Realmente, para obter alimento, estratégias não faltam!!

Ingestão em protozoários

17 fevereiro 2009

Como é que as substâncias atravessam a membrana celular?

Muitas substâncias (gases, iões, água, açúcares, aminoácidos ou partículas de maiores dimensões.) podem atravessar a membrana celular. Os principais e mais bem conhecidos processos de transporte de substâncias através da membrana são:
Difusão Simples,Osmose,Difusão Facilitada, Transporte Activo e Endocitose.
Na difusão as substâncias que se dissolvem movimentam-se, simplesmente, devido ao seu movimento aleatório e contínuo da região onde estão mais concentradas para onde estão menos, sem a presença de moléculas transportadoras e sem gasto de energia celular (ATP).
Exemplo: O oxigênio ou dióxido de carbono atravessam a membrana celular com grande facilidade, dissolvendo-se simplesmente na matriz lipídica desta membrana (ambos são lipossolúveis). Esta difusão também ocorre em substâncias polares mas, neste caso, através de proteínas que funcionam de poros na membrana celuar.
A osmose é o nome dado à passagem da água através da membrana celular. A água movimenta-se sempre de um meio hipotónico ( menos concentrado em soluto) para um meio hipertónico (mais concentrado em soluto) com o objetivo de estabelecer a mesma concentração em ambos os meios (isotónicos). Este tipo de transporte não apresenta gastos de energia por parte da célula, por isso é chamado transporte passivo ( a difusão simples e a facilitada são também processos de transporte passivo). Quando uma célula é colocada num meio hipertónico, esta perde volume através de osmose (sofre plasmólise). Porém, quando colocada em meio hipotónico, a célula aumenta de volume (sofre turgescência) . Nas células animais, por vezes, a entrada de água supera a elasticidade da membrana e a célula rebenta (hemólise). Esta situação não se dá em células vegetais devido à existência da parede celular.
Exemplo: Se uma hemácia for mergulhada em uma solução hipertónica em relação ao seu citoplasma, ela perderá água por osmose, diminuindo de volume (plasmólise). Se a hemácia for colocada numa solução hipotónica (água destilada), o seu volume aumentará (turgescência) e passado algum tempo rebentará, espalhando seu conteúdo pela solução (hemólise).
Neste tipo de transporte as substâncias, também devido a movimentos aleatórios e contínuos, passam de um lado para o outro lado da membrana celular. Porém, por serem insolúveis na matriz lipídica (não lipossolúveis) e de tamanho molecular grande demais para passar através dos diminutos "poros" que se encontram na membrana celular, elas atravessam a membrana celular ligadas a proteínas transportadoras específicas para as mesmas (permeases). Nesse transporte também não há gasto de ATP.
Exemplo: A glicose, monossacarídeo muito comum, atravessa a membrana celular do exterior para o interior da célula (do meio de maior concentração para o meio de menor concentração de glicose) ligada a uma proteína transportadora específica para glicose.
No transporte activo as substâncias são levadas do meio extracelular para o intracelular (ou vice-versa) por uma proteína transportadora que é capaz de efectuar esse transporte contra um gradiente de concentração (a substância pode ser transportada de um meio de baixa concentração para um de alta concentração da mesma). Neste caso, há consumo de ATP, para transportar a substância contra um gradiente de concentração e a proteína transportadora, neste caso uma ATPase, liga-se quimicamente à substância a ser transportada funcionando como uma enzima específica.
Exemplo: Bomba de Sódio e Potássio - transporte constante de iões de sódio de dentro para fora e iões de potássio de fora para dentro da célula. Na bomba de sódio ambos os iões são transportados contra um gradiente de concentração, isto é, de um meio menos concentrado para um mais concentrado do mesmo ião.
Através da endocitose a membrana celular permite a entrada de partículas alimentares ( ou mesmo de células, no caso de uma célula ingerir outra) que devido às suas grandes dimensões não podem atravessar os constituintes moleculares da membrana. Neste caso a membrana sofre uma invaginação (dobramento para o interior da célula) integrando dentro da mesma as partículas que pretende captar. O processo da endocitose engloba a fagocitose (captação de partículas sólidas através de pseudópodes), a pinocitose (captação de partículas líquidas) e a endocitose mediada por receptores (as partículas entram na célula ligadas à membrana por receptores específicos).
A modificação na forma da membrana insere os casos de endocitose nos processos de ingestão, enquanto que a difusão simples, difusão facilitada e transporte activo, por não ocorrer alteração membranar, são fenómenos de absorção.
Adaptado de Algosobrevestibular e YahooRespostas

16 fevereiro 2009

Biologia - Transporte através da membrana

Membrana plasmática - Modelo Mosaico Fluido

Membrana plasmática - A entrada na célula

Tudo o que existe, e que está individualizado, precisa de se separar do meio exterior. Por exemplo, uma casa separa-se do meio externo por paredes, pelo piso e pelo tecto. Imagine agora uma célula sem uma membrana à sua volta. Como seria a sua composição? Certamente, semelhante àquela encontrada ao seu redor. Sem essa fronteira, provavelmente, a célula nem existiria. Assim, o papel principal da membrana plasmática é delimitar a célula, por outras palavras, separar o conteúdo citoplasmático do meio em que ela se encontra. Por isso, começaremos o nosso estudo colocando a seguinte questão:
Quais as substâncias que formam a membrana plasmática?
Antes de responder a esta pergunta é importante lembrar que tanto o interior da célula quanto o seu exterior possui grande quantidade de água. Todos sabemos o que acontece quando pinga uma gota de óleo sobre a água. O óleo não se mistura com a água. Os lipídos, substâncias oleosas, são as principais moléculas presentes na membrana plasmática e o facto dos mesmos não se misturarem com a água ajuda na separação da célula do seu meio externo. Os lipídos da membrana chamam-se fosfolipídos e organizam-se numa bicamada (duas camadas justapostas). Os fosfolipídos possuem uma cabeça polar, formada por fósforo (que pode ficar em contato com a água) e caudas apolares (que não tem afinidade por água) que ficam voltadas para o interior da membrana. Além dos fosfolipídos a membrana também possui proteínas, que funcionam como portas e janelas da célula, e açúcares ligados aos lipídos ou às proteínas. Ou seja, a composição da membrana plasmática ... é principalmente lipoprotéica ( lipídos + proteínas). O modelo mais aceite, actualmente, foi proposto por Singer e Nicholson e é conhecido como Modelo do Mosaico Fluido.
O que aconteceria à célula se a membrana plasmática não permitisse a passagem de nenhuma substância? Assim como, por exemplo, um carro precisa de portas para as pessoas entrarem e sairem, as células também possuem mecanismos que permitem a entrada e a saída de substâncias. Dizemos que a membrana plasmática selecciona a passagem destas substâncias e que ela possui, desta forma, uma permeabilidade selectiva. A camada fosfolipídica da membrana plasmática funciona como uma barreira fluida (maleável) que permite a passagem de substâncias diretamente através dela. Mas será que tudo consegue atravessar essa barreira fosfolipídica? A resposta é não. Atravessarão esta barreira apenas as substâncias que tenham afinidades com os lipídos, senão não se conseguiriam "misturar" com eles e atravessar a membrana. Por outro lado não são apenas as substâncias com afinidades com os lipídos que atravessam a membrana plasmática. As substâncias que não conseguem atravessar diretamente a camada fosfolipídica podem entrar ou sair da célula através das suas portas e janelas, que são as proteínas.
Adaptado de ColégioWEB