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13 abril 2009

Sistema linfático

A Linfa

A linfa é um líquido transparente e esbranquiçado, levemente amarelado ou rosado, alcalino e de sabor salgado, constituído essencialmente pelo plasma e por glóbulos brancos, que é transportado pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrado nos linfonodos ou nódulos linfáticos. Após a filtragem, a linfa é lançada no sangue, desembocando nas grandes veias torácicas. É produzida pelo excesso de líquido que sai dos capilares sanguíneos para o espaço intersticial ou intercelular, sendo recolhida pelos capilares linfáticos que drenam aos vasos linfáticos mais grossos até convergir em condutos que se esvaziam nas veias subclávias. Percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema. A linfa é composta por um líquido claro pobre em proteínas e rico em lípidios, parecido com o sangue, mas com a diferença de que as únicas células que contém são os glóbulos brancos que migram dos capilares sanguíneos, sem conter hemácias. A linfa é mais abundante do que o sangue. Este fluido é responsável pela eliminação de impurezas que as células produzem durante seu metabolismo. Pode conter microorganismos que, ao passar pelo filtros dos gânglios linfáticos e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como "íngua". Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, a linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço.

A linfa tem origem no plasma sanguíneo perdido do sistema circulatório, o qual vaza nos tecidos ao redor. O sistema linfático coleta este fluido por difusão pelos capilares linfáticos, e o retorna para dentro do sistema circulatório. Uma vez dentro do sistema linfático o fluido é chamado de linfa, e tem sempre a mesma composição do que o fluido ou linfa intersticial.
Biologia é fixe

Hemáceas

O sangue

O sangue

O sangue é um tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema vascular sanguíneo dos animais vertebrados e que tem como função a manutenção da vida do organismo. O sangue é constituído por diversos tipos de células (ocasionalmente chamadas de corpúsculos); esses elementos figurados (ou formadores) constituem a parte "sólida" do sangue e cerca de 45% de volume total e são dividos em leucócitos (células de defesa) eritrócitos (transporte de oxigênio) e plaquetas (factores de coagulação sanguínea). Os 55% restantes são formados por uma parte líquida chamada plasma (ou soro - plasma sem fibrinogénio)


O plasma, o componente líquido, é formado por 90% de água, 1% de substâncias inorgânicas (como potássio, sódio, ferro, cálcio, ...), 7% de proteínas plasmáticas (albumina, imunoglobulinas e fibrinogénio, principalmente) e 1% de substâncias orgânicas não proteicas, resíduos resultantes do metabolismo, hormonas. Apresenta dissolvidos gases como oxigênio e dióxido de carbono. Devido à presença da molécula da hemoglobina nas hemácias, nos animais vertebrados o sangue é de cor vermelha. A quantidade total de sangue no Homem representa cerca de 8% de sua massa total.
Biologia é fixe

Como ocorre um ataque cardíaco

Arteriosclerose

Doenças do coração

As doenças cardíacas são as principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos. Podem ocorrer em conseqüência de defeitos congênitos, infecções, estreitamento das artérias coronárias, hipertensão ou alterações no ritmo cardíaco.
A principal forma de doença cardíaca nos países ocidentais é a arteriosclerose.

A depositação de material lipídico - colesterol - pode causar uma obstrução que tampa as artérias (trombose). Esta é a causa mais importante de um ataque cardíaco, ou infarto do miocárdio, que tem conseqüências mortais com freqüência.
A alteração do ritmo cardíaco normal (arritmia) é a causa imediata de morte em muitos infartos do miocárdio.
O problema mais grave é o bloqueio cardíaco completo. Este pode ser corrigido pela implantação de um marcapasso artificial (um dispositivo que emite descargas elétricas rítmicas), para provocar a contração regular do músculo cardíaco.

Um Eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração. Um impulso elétrico, gerado no nódulo sino-auricular, precede cada contração do músculo cardíaco; as ondas desenhadas em um ECG traçam o trajeto desses impulsos tal como se propagam no coração. As irregularidades do ECG refletem afecções no músculo, no fornecimento de sangue ou no controle neural do coração.
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O que diz meu coração

O Ciclo Cardíaco

Coração

12 abril 2009

O Coração Humano

No homem, a circulação é feita através de um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo centro funcional é o coração. O coração é um órgão musculoso oco, o miocárdio, com fibras estriadas, revestido externamente pelo pericárdio (serosa). O coração é do tamanho aproximado de um punho fechado e com peso em média de 400 g, tem cerca de 12 cm de comprimento por 8 a 9 cm de largura. O coração quase sempre continua a crescer em massa e tamanho até um período avançado da vida; este aumento pode ser patológico.

O coração se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Ocupa no tórax (caixa torácica), a região conhecida como mediastino médio. O coração funciona como uma bomba, recebendo o sangue das veias e impulsionando-o para as artérias.

O coração é dividido por um septo vertical em duas metades. Cada metade é formada de duas câmaras; uma aurícula superior e um ventrículo inferior. Entre cada câmara há uma válvula, a tricúspide do lado direito, e a bicúspide (ou mitral) do lado esquerdo. Estas válvulas abrem-se em direção dos ventrículos, durante a contração das aurículas. Na aurícula direita chegam as veias cava superior e inferior, e na aurícula esquerda, as quatro veias pulmonares. Do ventrículo direito sai a artéria pulmonar e do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta.

A atividade do coração consiste na alternância da contração (sístole) e do relaxamento (diástole) das paredes musculares das aurículas e ventrículos. Durante o período de relaxamento, o sangue flui das veias para as duas aurículas, dilatando-as de forma gradual. Ao final deste período, suas paredes se contraem e impulsionam todo o seu conteúdo para os ventrículos. A sístole ventricular segue-se imediatamente a sístole auricular. A contração ventricular é mais lenta e mais energética. As cavidades ventriculares se esvaziam quase que por completo com cada sístole, depois, o coração fica em um completo repouso durante um breve espaço de tempo. A freqüência cardíaca normal é de 72 batimentos por minuto, em situação de repouso. Para evitar que o sangue, impulsionado dos ventrículos durante a sístole, reflua durante a diástole, há válvulas localizadas junto aos orifícios de abertura da artéria aorta e da artéria pulmonar, chamadas válvulas semilunares. Outras válvulas que impedem o refluxo do sangue são a válvula tricúspide, situada entre a aurícula e o ventrículo direito, e a válvula bicúspide ou mitral, entre a aurícula e o ventrículo esquerdo. Uma sequência completa de sístoles e diástoles das câmaras do coração é chamada de ciclo cardíaco e dura cerca de 0,8 segundos.

A freqüência das batidas do coração é controlada pelo sistema nervoso vegetativo, de modo que o simpático acelera e o sistema parassimpático a retarda.
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Grande e pequena circulação

Circulação nos peixes

Circulação em Vertebrados: Simples e Dupla

A circulação nos vertebrados é fechada, ou seja, o sangue circula dentro de vasos e órgãos especializados e as artérias e veias estão ligadas por meio de capilares. Porém, em função do seu grau evolutivo, a sua circulação pode ser simples ou dupla, e neste último caso, ainda incompleta ou completa.
A circulação simples ocorre nos peixes e a dupla nos restantes vertebrados. Neste último caso, a circulação dupla incompleta ocorre nos anfíbios e répteis e circulação dupla completa, nas aves e mamíferos.

Circulação simples - Peixes

Nestes animais o sangue efectua um único trajecto, passando uma vez pelo coração sob a forma de sangue venoso.
O coração apresenta duas cavidades: uma aurícula (átrio) e um ventrículo. A aurícula recebe o sangue venoso proveniente de todo o organismo e envia-o para o ventrículo. O ventrículo impulsiona o sangue para as brânquias, onde ocorrem as trocas gasosas. Das brânquias o sangue segue para os tecidos e órgãos, com baixa velocidade e pressão. A chegada de nutrientes e oxigénio às células e a remoção de resíduos é pouco eficiente, uma vez que o sangue flui com baixa velocidade e pressão para as células dos tecidos e órgãos.

Circulação Dupla Incompleta - Anfíbios e Répteis

O sangue percorre dois trajectos distintos (ocorre mistura parcial de sangue venoso com sangue arterial devido há existência de um só ventrículo).
O coração tem três cavidades: duas aurículas e um ventrículo. A aurícula direita recebe o sangue venoso e a esquerda o sangue arterial. O ventrículo recebe sangue venoso e sangue arterial. A circulação pulmonar e a circulação sistémica não são independentes, ocorrendo mistura parcial de sangue venoso e arterial no ventrículo. O sangue, bombeado directamente do coração para os capilares dos diferentes órgãos, chega com maior velocidade e pressão aos tecidos, o que aumenta a eficácia das trocas de materiais com o líquido intersticial. Possui a desvantagem de ocorrer uma mistura parcial dos dois tipos de sangue no ventrículo, o que afecta a concentração de oxigénio no sangue arterial.
Os répteis apresentam um septo incompleto no ventrículo, supondo, uma possível evolução para formação de dois ventrículos, como ocorrem em alguns répteis (crocodilianos), aves e nos mamíferos.

Circulação Dupla Completa - Aves e Mamíferos

Não há mistura de sangue venoso com arterial e o sangue percorre dois caminhos distintos.
O coração tem quatro cavidades : duas aurículas e dois ventrículos. No lado direito do coração circula apenas sangue venoso e no lado esquerdo apenas sangue arterial. A circulação pulmonar e a circulação sistémica são independentes, não ocorrendo misturas de sangue no coração.
Esta circulação garante um maior aporte de oxigénio às células do organismo, o que permite uma maior produção de energia de energia. Este aumento reflecte-se numa maior capacidade de produção de calor corporal, que é distribuído de modo uniforme por todo o organismo, mantendo constante a sua temperatura corporal – animais homeotérmicos. Esta aquisição contribui para uma melhor adaptação destes animais a uma grande variedade de ambientes.
Geocities

Circulação de hemolinfa em insectos

Sistemas circulatórios abertos e fechados

CIRCULAÇÃO ABERTA NUM INSECTO
Este sistema circulatório é aberto, isto é, não existe diferença entre o sangue fluido e o fluido intersticial, pois o primeiro abandona os vasos e acumula-se em lacunas no corpo. Por esse motivo alguns biólogos designam este líquido circulante como hemolinfa. Este sistema é composto por um vaso dorsal com câmaras contrácteis – coração tubular – na zona abdominal, que impulsionam a hemolinfa para a aorta dorsal. A hemolinfa passa então para uma série de cavidades designadas lacunas ou seios, cujo conjunto cheio de sangue se designa hemolécio. Neste tipo de sistema circulatório não existem capilares.
Quanto ao coração tubular este apresenta válvulas e orifícios laterais designados ostíolos, por onde entra a hemolinfa, vinda do hemocélio, quando o coração está relaxado. O movimento da hemolinfa é também facilitada pelas contracções musculares do corpo e apêndices. A presença de válvulas determina o sentido de circulação. Nos artrópodes com traqueias (insectos) a hemolinfa não transporta gases, pois estes são entregues directamente às células, nos artrópodes branquiados (crustáceos) a hemolinfa proveniente do hemocélio passa pelas brânquias onde é oxigenado.

CIRCULAÇÃO FECHADA NA MINHOCA
Nestes animais já existe um sistema circulatório fechado, muito mais eficiente pois todo o percurso do sangue é feito dentro do sistema de vasos. Existem dois vasos longitudinais principais, um dorsal (onde o sangue circula de trás para a frente) e outro ventral (onde o sangue circula da frente para trás), ligados por vasos laterais de menor calibre com disposição circular em volta do tubo digestivo, que se ramificam em redes de capilares ao nível de todos os órgãos e sob a pele, onde ocorrem as trocas com o fluido intersticial ou ar. O vaso dorsal funciona como coração, impulsionando o sangue com as suas contracções. Na sua parte anterior existem cinco a sete pares de corações laterais ou arcos aórticos (que não são mais que vasos laterais com um revestimento muscular), que impulsionam o sangue para o vaso ventral. O sistema circulatório é fechado e apresenta um coração, realizando o transporte de nutrientes, de gases respiratórios e hormonas, bem como a remoção das excreções, defesa do organismo e distribuição do calor metabólico. O coração é sempre ventral mas com número variável de cavidades e vasos a ele ligados. No entanto, é comum que o sangue chegue às aurículas por veias, passe pelos ventrículos e saia do coração por artérias, que se ramificam em arteríolas e capilares. Estes reúnem-se em vénulas, que convergem até formar as grandes veias e daí para o coração novamente.

Sistemas de transporte corporal

Todas as células de um animal necessitam de nutrientes e de oxigénio. Os nutrientes são utilizados como fonte de matéria prima para o crescimento e reposição de partes gastas, e também como fonte de energia necessária à vida. Para que determinados nutrientes possam libertar energia, tem de reagir quimicamente com o oxigénio, no processo da respiração celular. Os nutrientes absorvidos pela cavidade digestiva e o oxigénio absorvido pela superfície corporal ou pelos órgãos respiratórios necessitam de chegar rapidamente em quantidades adequadas, a todas as células do corpo. As células animais estão rodeadas por líquido intersticial com o qual efectuam trocas de materiais. Elas retiram do líquido intersticial os nutrientes e oxigénio, libertando para ele produto resultantes do seu metabolismo, como o dióxido de carbono e os produtos azotados.
Os animais resolveram o "problema" do transporte dessas e de outras substâncias pelo corpo de diversas maneiras, como veremos a seguir.


TRANSPORTE POR DIFUSÃO

Em poriferos, cnidários (figura abaixo), platelmintas e nematelmintas, a distribuição de substâncias ocorre por difusão de célula a célula.

Embora lento, nesses animais, o processo de difusão é eficiente, porque eles são relativamente pequenos e todas as suas células estão próximas da cavidade digestiva e das superfícies respiratórias. O oxigénio absorvido pela superfície do corpo e os nutrientes assimilados pela parede da cavidade digestiva difundem-se pelo líquido intersticial, atingindo todas as parte do corpo.
Nos grupos mais evoluídos da escala animal, o elevado grau de diferenciação tecidular e orgânica faz com que as distâncias entre as superfícies de absorção dos nutrientes e as diferentes células sejam muito grandes, o que impossibilita a sua difusão simples. Nestes animais existem sistemas circulatórios mais ou menos complexos que permitem um intercâmbio de materiais entre as células e o meio externo do organismo.

SISTEMA CIRCULATÓRIO ABERTO

Na maioria dos animais mais complexos, o transporte de substâncias ocorre através de um sistema circulatório, um conjunto de tubos ramificados, os vasos sanguíneos, no interior dos quais circula um fluido. Este é impulsionado dentro dos vasos por meio de uma ou mais estruturas musculosas que contraiem ritmicamente, os corações.

Na maioria dos moluscos e nos artrópodes, os vasos circulatórios tem extremidades abertas e o fluido passa para cavidades corporais que constituem as lacunas ou hemocélio. Fala-se, neste caso, em sistema circulatório aberto. O fluido que se desloca neste tipo de sistema, chama-se hemolinfa. No hemocélio, a hemolinfa entra em contacto directo com os tecidos, trocando substâncias.


SISTEMA CIRCULATÓRIO FECHADO

Nos anelídeos e cordados (ex.ave), os vasos do sistema circulatório são contínuos, de modo que o fluido circula em circuito fechado, constituindo o que se chama sistema circulatório fechado. O fluido que se desloca nos vasos dos sistemas circulatórios fechados chama-se sangue.


Os vasos que recebem o sangue bombeado pelo coração são chamados artérias. À medida que se distanciam do coração, as artérias ramificam-se, tornando-se cada vez mais finas. Junto dos tecidos corporais, os vasos são tão finos que passam a ser chamados de capilares sanguíneos. Os capilares sanguíneos permitem que nutrientes e oxigénio se difundam através das suas paredes e cheguem às células. O dióxido de carbono e substâncias excretadas pelas células também penetram nos capilares sendo levados pelo sangue. os capilares juntam-se originando vasos cada vez mais grossos, chamados veias, que levam o sangue de volta ao coração.