Mostrar mensagens com a etiqueta REGULAÇÃO NAS PLANTAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta REGULAÇÃO NAS PLANTAS. Mostrar todas as mensagens

22 junho 2009

Mimosa pudica - Tigmonastia

Resposta Fototrópica

Fototropismo no tomate

Tropismos - Movimentos nas plantas

Os vegetais reagem a alguns estímulos do ambiente através de movimentos de partes do seu corpo. Esses movimentos são: os tropismos e as nastias ou nastismos.

TROPISMOS

O tropismo pode ser positivo ou negativo. É positivo quando a planta cresce no sentido do estímulo e negativo quando cresce afastando-se do estímulo, sendo assim, os tropismos correspondem com mudanças na direcção do crescimento. No fototropismo, o estímulo é a luz. Isto pode ser observado, quando uma planta colocada numa zona escura cresce na direcção de onde vem a luz. No gravitropismo ou geotropismo, o estímulo é a gravidade, a raiz possui gravitropismo positivo e o caule, gravitropismo negativo. A explicação de como a planta responde à gravidade, deve-se à acumulação de auxina na face inferior dos seus órgãos. O tigmotropismo é um movimento de curvatura da planta estimulado pelo contato com um suporte, como é o caso das plantas trepadeiras. Pode-se falar, também, em hidrotropismo que é o movimento orientado para a água, e em quimiotropismo, que é o movimento orientados para determinadas substâncias.

NASTIAS

São movimentos que não abrangem crescimento e não são orientados, ou seja, são sempre os mesmos, não são resultantes da direção do estímulo. Exemplo deste movimento é o que ocorre na planta sensitiva, pois quando tocada, seus folíolos se fecham, e as folhas inclinam-se.
Esse movimento é ocasionado pela perda de água de pequenos órgãos (pulvinos) situados na base dos folíolos e da folha. Com o toque, é provocado um impulso elétrico, onde há a saída de íons de potássio das células dos pulvinos, e elas perdem água por osmose.

brasilescola.com

Auxinas

Efeitos da auxina

As auxinas são produzidas na extremidade dos caules jovens ou adultos de diversas plantas, assim como em sementes, folhas jovens, flores e frutos. partir dos locais de síntese as auxinas deslocam-se lentamente, aproximadamente 1 cm por hora, pelas células do parênquima existentes no floema, sempre para baixo em direcção à base dos caules, folhas e extremidades das raízes.

Um dos principais efeitos das auxinas é provocar o alongamento de células recém formadas a partir de meristemas, provocando o crescimento de caules e raízes.
O efeito das auxinas depende da sua concentração na planta; em determinadas concentrações esta hormona provoca o crescimento máximo das células, porém, em concentrações muito elevadas inibem o crescmento celular.
A sensibilidade das células às auxinas varia em função dos diferentes órgãos da planta. O caule, por exemplo, é menos sensível do que a raiz. Daí, uma dada concentração de auxinas que promove um crecimento óptimo no caule pode ter um forte efeito inibidor na raiz. Por outro lado, concentrações desta hormona óptimas para o crescimento da raiz podem ser muito pequenas para produzir efeitos no caule.

As auxinas também participam na formação de frutos porque as sementes em desenvolvimento ao libertarem esta hormona promovem o desenvolvimento dos ovários. Por isso se a fecundação não ocorrer o fruto não se desenvolve. Em certas espécies de plantas ao serem aplicadas auxinas no ovário estes desenvolvem um fruto mesmo sem ocorrer fecundação. Este procedimento tem sido utilizado para a produção comercial de frutos partenocárpicos ( do grego parthenos, virgem) apreciados por não apresentarem sementes. No caso de alguns frutos partenocárpicos naturais, como é o caso da banana, do limão-taiti e da laranja da baía os ovários produzem a auxina suficiente para estimular o crescimento do fruto sem a formação de sementes.

DOMINÂNCIA APICAL
As auxinas produzidas pelo meristema apical do caule exercem uma forte inibição sobre as gemas laterais, mantendo-as em estado de dormência. Essa inibição, conhecida como dominância apical, pode ser percebida quando se remove a extremidade de um ramo, eliminando o efeito inibidor da gema apical. As gemas laterais nas axilas das folhas entram logo em desenvolvimento, produzindo ramos laterais. Se a gema apical for cortada mas aplicado, na zona de corte, de seguida auxinas as gemas laterais continuam sem crescer, evidenciando a capacidade inibidora desta hormona. A técnica de poda consiste em eliminar as gemas apicais para estimular o crescimento dos ramos laterais.

ABSCISÃO
As auxinas tambem estão em relação com a queda de folhas, flores e frutos. Este fenómemo chama-se abscisão e resulta de de alterações químicas e estruturais que ocorrem perto da base do pecíolo. Ao envelhecer, ou por dano, folhas, flores e frutos produzem cada vez menos auxina, cuja presença evita a abscisão.
Adaptado de Martho e Amabis

Hormonas Vegetais

O crescimento e desenvolvimento das plantas é regulado por hormonas vegetais também conhecidas por fitohormonas (do grego horman, colocar em movimento). As fitohormonas são substâncias orgânicas produzidas em determinados locais da planta e transportadas para outros locais onde exercem os seus efeitos. Elas actuam em quantidades diminutas, afectando o funcionamento de células específicas, chamadas células-alvo. As principais categorias de hormonas vegetais identifucadas responsáveis pelo crescimento, diferenciação celular e controlo da divisão celular são as seguintes: auxinas, giberelinas, citoquininas, ácido abscísico e etileno.
Adaptado de Amabis e Martho