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11 março 2013

MAGMA

Magma (do grego μάγμα "pasta") é o nome dado a rocha fundida debaixo da superfície da Terra que, quando expelida por um vulcão, dá origem à lava. Localiza-se normalmente dentro de câmaras magmáticas, entre os 15 e os 150 km de profundidade. É composto por uma massa de silicatos a alta temperatura e pressão, entre 650 e 1200 ºC (podendo chegar a 1560 °C), acompanhada por um conjunto variável, em proporção e tipos, de iões metálicos e compostos voláteis, ricos em enxofre.(ver mais)
Wikipédia

20 outubro 2010

Vulcão Dallol

Vulcão Dallol

O deserto de Danakil, situado dentro da depressão de Afar, na parte oriental de Etiópia, é um dos pontos mais quentes e mais inhóspitos do planeta com temperaturas diurnas que podem chegar a 60 graus centígrados. Nesta zona situada a uns 60 metros por baixo do nível encontra-se o vulcão Dallol, que oferece uma paisagem espantosa, com fontes ardentes com uma gama de cores brilhantes incríveis. Vão de cor de laranja até ao verde, passando pelo branco e o amarelo vivo, devido ao enxofre e a outros minerais. Estas formações de minerais que saem das entranhas da terra criam um panorama que parece de outro planeta. (ver mais)

23 junho 2009

Lava e magma

Fundidas, quentes e liquefeitas, as rochas localizadas, profundamente, debaixo da superfície da Terra são chamadas de magma.
Quando um vulcão rebenta ou uma fractura profunda ocorre na Terra, o magma sobe e transborda. Quando flui para fora do vulcão ou fenda, normalmente misturado com vapor de água e gases, denomina-se lava.
A lava tem uma temperatura que varia de 1,300º a 2,200º F (700º a 1,200º C) e um brilho de vermelho a branco quando flui.
Quantidades enormes de lava, bastante para cobrir uma zona rural inteira, pode ser produzida durante a erupção de um vulcão principal.
Durante a erupção do vulcão Mauna Loa no Havaí em 1887, aproximadamente 2,3 milhões de toneladas métricas de lava por hora foi despejada durante mais de seis dias.
Algumas lavas são bastante líquidas para fluir em declive a 55 quilómetros por hora. Outras movem-se apenas alguns centímetros por dia. A velocidade do fluxo depende da sua temperatura e composição.
Todas as lavas contém uma alta percentagem de sílica, uma combinação composta de silício e oxigénio. Dependendo da quantidade de sílica existente na lava, ela pode ser classificada de seguinte forma:

As lavas que contém de 65 a 75% de sílica são chamadas riolíticas. As lava deste tipo derretem a temperaturas mais baixas e são mais leves em peso e de cor mais clara do que as formadas por basaltos. As lavas riolíticas são bastante viscosas e espessas, e contém grandes quantidades de gases. Estes gases, contidos a elevadas temperatura, são emitidos com força explosiva associados a grande quantidade de cinzas (vulcanismo explosivo). Os vulcões que contém e libertam este tipo de lava localizam-se, essencialmente, em zonas continentais formadas por uma crosta de natureza granítica.

As lavas com 50 a 65% de sílica são andesíticas. Os vulcões que emitem este tipo de lava estão associados essencialmente a zonas de subducção, formando arcos insulares ou cadeias orogénicas.

As lavas com menos de 50% de sílica são basálticas.
Estas lavas são muito fluidas, libertando com facilidade os gases, não provocando explosões e, como tal, associadas a um vulcanismo efusivo. Os vulcões que emitem este tipo de lava estão essencialmente associados a zonas de rifte (nascimento de crosta oceânica) ou hot-spots localizados na crusta oceânica.

Vulcão e sua formação

Vulcões - Tipos

Paricutín - México
VULCÃO CONE DE CINZA
O vulcão cone cinza é o tipo mais simples de vulcão. Ele é construído de partículas e gotas de lava resfriada lançadas através da cratera. Quando a lava impregnada de gás é atirada violentamente ao ar, ela origina pequenos fragmentos que solidificam e caem como cinzas ao redor da abertura formando um cone circular ou oval. A maioria dos vulcões cones de cinzas têm uma cratera amoldada em forma de tigela no ápice e raramente sobem a mais de mil pés sobre o ambiente circundante. Cones de cinza são numerosos na América do Norte do lado ocidental como também ao longo de outros terrenos vulcânicos do mundo.

Monte Fuji - Japão
VULCÃO COMPOSTO OU ESTRATOVULCÃO
Algumas das principais montanhas da terra são vulcões compostos, também chamados de estratovulcões. Eles são tipicamente íngremes, de cones simétricos com grandes dimensões, construídos de capas sobrepostas de fluxos de lava, cinza vulcânica, blocos e bombas podendo subir muito a partir das suas bases.
Algumas das mais proeminentes e belas montanhas do mundo são vulcões compostos, como por exemplo:

Monte Fuji no Japão
Monte Cotopaxi no Equador
Monte Shasta na Califórnia
Monte Hood no Oregon
Monte Santa Helena no estado de Washington nos E.U.A
Monte Rainier
, no estado de Washington, E.U.A

A maioria dos vulcões compostos tem uma cratera no ápice que contém uma abertura central ou um grupo de várias aberturas. A lava ou flui pela abertura do muro da cratera ou sai das fissuras nos flancos do cone. A lava, solidificada dentro das fissuras, forma diques que agem como apoio e fortalecem muito o cone do vulcão.
A característica essencial de um vulcão composto é um sistema de canais (chaminés) pelo qual o magma do fundo da crosta terrestre sobe para superfície.
O vulcão é construído pela acumulação de material que flui pela chaminé, aumentando o seu tamanho com mais lava, cinzas, e outros materiais vulcânicos, etc.., que são adicionados nas suas vertentes. Quando um vulcão composto fica inativo ou adormecido, a erosão começa a destruir o cone. Quando o cone é destruído, o magma endurecido que enche as chaminés e as fissuras(diques) é exposto, e também é, lentamente, reduzido através da erosão.

Caldeira das Sete Cidades - S.Miguel . Açores
CALDEIRA
Caldeiras são depressões, normalmente grandes, cercadas por escarpas íngremes, amoldadas em forma de bacias formadas pelo colapso de uma grande área em cima e ao redor de uma ou aberturas vulcânicas. As caldeiras variam em forma e são classificadas segundo os tamanhos das depressões, aproximadamente, circulares medindo as menores entre 1,6 a 24 Km de diâmetro e para as enormes depressões alongadas cerca de 90 Km de comprimento.

Mauna Loa - Hawai
VULCÃO ESCUDO
Os vulcões de protecção ou escudo são construídos quase exclusivamente por fluxos de lavas fluidas que descem em todas as direções de um cume central ou grupos de aberturas, construindo um largo cone suavemente inclinado. Estes vulcões são lentamente construídos pela acumulação de milhares de fluxos de lavas altamente fluídas e basálticas que amplamente se espalham atingindo grandes distâncias, e esfriando formando finas camadas que se vão sobrepondo. Frequentemente também há surgimento de lavas de aberturas ao longo de fracturas que se desenvolvem nos flancos do cone. Algum dos maiores vulcões do planeta são deste tipo. Ao norte da Califórnia e do Oregon existem muitos vulcões escudo com diâmetros de 5 ou 6 Km e medindo 500 a 600metros de altura.
As ilhas havaianas estão compostas de cadeias lineares desses tipos de vulcões, inclusive o Kilauea e o Mauna Loa no Havaí, dois dos maiores vulcões ativos da Terra.
Em algumas erupções, a lava basáltica flui calmamente de longas fissuras em vez de aberturas centrais e inunda a zona rural circunvizinha com o seu fluxo, formando largos planaltos. Podem ser vistos planaltos de lava deste tipo na Islândia, sudeste de Washington, Oregon oriental, e Idaho meridional. Ao longo do Snake River (Rio da Serpente) em Idaho, e do Rio Columbia em Washington e Oregon estes belos fluxos de lava expostos medem mais de uma milha de espessura total.
Monte Pelée
CÚPULA OU CONE DE LAVA
Vulcões Cones ou Cúpulas de lava são formadas por massas relativamente pequenas, bulbosas com lava muito viscosa para fluir a grande distância por conseguinte, a lava vai-se empilhando em cima e ao redor sua abertura. Uma cúpula cresce em grande parte através de expansão. Quando cresce a sua superfície exterior esfria e endurece, perdendo fragmentos soltos nos seus lados. Algumas cúpulas formam escarpas ou "espinhas" em cima da abertura vulcânica. As cúpulas vulcânicas acontecem frequentemente dentro das crateras ou nos flancos dos grandes vulcões compostos.
A Cúpula do Novarupta no Alasca é quase circular foi formada em 1912, durante a erupção do Vulcão Katmai, Alasc.. A estrutura interna desta cúpula definida por layering de lava (camadas de lavas) que se acumulam no centro da estrutura indicando que, em grande parte, cresceu por dentro através de um processo de expansão.
Exemplos de Vulcões de Cúpulas de Lava:

Monte Pelée na Martinica;
Lassen nas Antilhas;
Lassen Pik no E.U.A;
Novarupta no Alasca;
Mono Domes na Califórnia;
Katmai no Alasca;
Shastina no E.U.A;
Mono Craters no E.U.A;
Monte Santa Helena no E.U.A .

Vulcões - Estrutura

Geralmente a estrutura de um vulcão apresenta as seguintes partes:

Cone ou edifício vulcânico – É a montanha formada pelas sucessivas erupções, que provocaram o acúmulo de materiais sólidos, tais como cinzas e lavas petrificada oriundas do interior da Terra. O cone tem forma afunilada, terminada na cratera.

Cratera – Boca afunilada que se forma devido às explosões que ocorrem na fase inicial da atividade, é a parte côncava situada no topo do cone e está ligada a cratera ao ponto de origem do vulcão.

Chaminé – Abertura ou fenda através da qual os materiais são expelidos do interior da Terra para superfície, ligando a cratera ao ponto de origem do vulcão. Para além da chaminé principal, podem existir chaminés secundárias que vão terminar em cones secundários.

Caldeira ou câmara magmática - Bolsões profundos preenchidos pelo magma em encandeceste ebulição.

Durante as erupções são expelidos materiais gasosos, líquidos e sólidos. Muitas vezes o material gasoso é expelido junto com partículas sólidas(cinzas), que podem atingir quilômetros de altura. Outras vezes, podem formar fumarolas, nuvens densas e opacas que deslizam pelos do vulcão, formando as nuvens ardentes, cuja temperatura pode atingir 1000ºC, queimando tudo que encontram.
Entre os gases expelidos em maior quantidade acham-se os gases sulfurosos, com forte cheiro de enxofre, hidrogênio e grande quantidade de vapor d’água(80 a 95% do total).
A parte líquida é constituída pelas lavas, material magmático, em estado de fusão, devido às altas temperaturas, superior a 1000 ºC, que se deslocam pelos lados do cone vulcânico. Muitas vezes, ao solidificar, as lavas formam colunas prismáticas, cujo exemplo mais significativo é a denominada "Calçada dos gigantes", na Irlanda.
A matéria sólida ou piroclástico, constitui-se de pedaços das paredes das chaminés, da base do vulcão, ou mesmo pedaços de lava resfriada ao ser lançada para o alto através da atmosfera, conhecidas como pedra pomes.

A cinza é a mais comum dos materiais sólidos. Juntamente com os fragmentos, as cinzas podem causar grandes catástrofes, soterrando de cidades, quando se depositam em camadas de grande espessura, como aconteceu no ano de 79 d.C, quando inesperadamente o monte Vesúvio entrou em erupção e suas cinzas soterrou as cidades de Pompéia e Herculano do antigo império Romano.
Sob a crosta terrestre, a uma profundidade de 30 a 70 Km, existe uma camada de rochas, composta de silício e magnésio, e por isso chama-se Sima. A uma temperatura de mais ou menos 1330ºC e sob enormes pressões, essa camada de rocha mantém-se constantemente em estado pastos (magma). As enormes pressões ainda provocam fendas na crosta, pelas quais o magma pode aflorar à superfície da Terra.
Não se sabe ao certo o que impele o magma para cima. Supõe-se que seja a pressão ou gases ou do peso da crosta.
No próprio depósito de magma, origina-se a chaminé, uma das partes que compões o edifício do vulcânico. É uma espécie de funil por onde passa os materiais de erupção. Estes vão Ter á cratera coca afunilada que se forma nas primeiras explosões do vulcão. Fica geralmente no topo da montanha vulcânica, parte externa do vulcão, em formato de cone. Nem todos os vulcões tem cone. Na ausência deste, a lava e os materiais de erupção são expelidos através de uma fenda solo.
Mas também existem alguns vulcões que apresentam duas ou mais crateras que são chamadas de crateras secundárias e outros apresentam, além da cratera principal, fissuras ou rachaduras no solo por onde saem fumarolas e lava.
As maiores erupções vulcânicas e mais explosivas lançam dezenas a centenas de quilômetros cúbicos de magma sobre a superfície da Terra. Quando um grande volume de magma é removido de baixo de um vulcão, o solo abaixa ou se desmorona no espaço esvaziado, forma uma depressão enorme chamada caldera.
Algumas caldeiras estão a vários quilômetros de profundidade medindo mais de 25 quilômetros de diâmetro. A caldeira agora preenchida pelo Lago da Cratera – Crater Lake, no estado americano do Oregon foi produzido por uma erupção que destruiu um vulcão do tamanho do Monte Sta. Helens e sua cinza vulcânica enviada ao leste distante como Nebraska.
Adaptado de douglasrossoni.vilabol.uol.com

Vulcões - Formação

Os vulcões são responsáveis pela libertação de magma sobre a superfície da crosta. Eles funcionam como válvulas de escape do magma (rocha em estado ígneo) e dos gases que existem nas camadas mais interiores da Terra.
Esses materiais encontram-se sob altíssima pressão, assim como a elevadas temperaturas. Sabe-se, ainda, que o movimento das placas tectónicas pode causar erupções vulcânicas.
Os vulcões resultam de uma fusão parcial, sob condições específicas, dos materiais nas profundas camadas do interior do planeta. Essa fusão produz o magma que é expelido através de uma cratera ou fenda. As zonas onde ocorre esta fusão parcial estão ligadas à dinâmica do globo, e a distribuição dos vulcões na face da Terra é explicada de modo coerente pela teoria da tectónica de placas.
Em alguns casos os vulcões ocorrem num "ponto quente" no meio das placas tectónicas, como é o caso do campo vulcânico no parque nacional de Yellowstone nos Estados Unidos ou, ainda, das ilhas Havaianas.
Os vulcões marcam os grandes acidentes da litosfera e sua localização é classificada em função do local e movimentos gerados pelo deslocamento das placas:

Zonas Interplaca: Zonas de divergência ou abertura, como as dorsais oceânicas ou certas bacias de afundamento (Islândia). Zonas de convergências ou de subducção, que dão origem aos arcos insulares (Japão, Ilha de Sonda) e ainda nas cordilheiras nos limites de placas (Andes).

Zonas Intraplaca: Zonas delimitadas pela existência de fissuras ( falhas transformantes) locais na crosta terrestre.

A profundidade e a composição dos materiais determinam a naturaza dos magmas. Assim, o magma resultante de vulcanismo ligado às zonas de divergências é de natureza basáltico - toleítica, enquanto que o proveniente de vulcanismo ligado às zonas de subducção é, essencialmente, calco-alcalino (andesítico).

Os produtos vulcânicos são classificados segundo a composição química e mineralógica ou segundo propriedades físicas. Distinguem-se assim, as lavas, os piroclastos e os gases.
As lavas correspondem à parte fluida do magma, formando escoadas que variam de acordo com sua maior ou menor viscosidade. Em geram, as lavas básicas são mais fluidas que a ácidas, solidificando, estas últimas, mais rapidamente.
Os piroclastos resultantes das fases explosivas são classificados em função das suas dimensões em : bombas, escórias, lapílli (produtos sólidos provenientes das erupções vulcânicas, do tamanho da avelã), cinzas e poeiras. A cimentação dessas projeções formam os tufos vulcânicos. Os gases dissolvem-se na água ou na atmosfera, interferindo na sua composição.
Nos locais onde duas placas sofrem um afastamento, as erupções vulcânicas não são tão explosivas, gerando apenas rios de lava fluida com 1 a 10 metros de espessura que se espalham por vastas áreas. Neste caso formam-se vulcões com bases maiores e mais inclinados. Os vulcões na Hawaí e da Islândia são exemplos típicos desses tipos de vulcões.
O mesmo não acontece quando as placas colidem. Nesse caso as erupções são violentas. A lava é grossa e viscosa, e nuvens de gás, poeira e cinzas podem ser lançados na atmosfera. O magma esfria rapidamente e acumula-se em volta da fenda, formando vulcões mais altos com os lados íngremes e com o diâmetro do cone central menor.
A colisão da placas na crostas oceânicas produziu arcos de ilhas, como as Antilhas e as ilhas do Japão.
A maioria dos vulcões mais altos são, na verdade, uma manifestação dos dois tipos acima descritos. São formados por um ciclo de pequenas erupções de lava fluida, que cria uma base resistente e extensa, seguida de erupção explosiva que forma um cone central.
No passado grandes explosões de lava fluida de complexos sistemas de fissuras ocorreram, formando extensos platôs (até 130,000 Km²), como é o caso do Platô Columbia nos estados de Oregon e Washington nos Estados Unidos. Erupções ainda mais volumosas, embora quietas acontecem até hoje no fundo dos oceanos, onde a crusta oceânica está em constante formação.

Os vulcões que se manifestam com uma certa periodicidade são chamados ativos, e aqueles onde já não ocorrem mais erupções são chamados extintos. Há vulcões que apresentam, períodos de "repouso" (fase de letargia) mais ou menos longos (de 1 a 10 mil anos podendo até chegar a 100 mil anos).
Os vulcões são responsáveis pela formação de rochas ígneas, também chamadas eruptivas ou vulcânicas que nada mais são do que lava solidificada. A lava geralmente sai do vulcão a uma temperatura entre 850º a 1250º C. Normalmente a lava inclui alguns cristais flutuantes no material líquido. Se a lava arrefecer devagar os cristais podem ter tempo para crescer.
Os vulcões também são responsáveis pela formação de montanhas.
A forma dos edifícios vulcânicos depende da dinâmica, isto é, das propriedades físicas dos produtos emitidos, assim como da profundidade (entre 5 a 20 Km) e do volume da câmara ou reservatório magmático.

As erupções vulcânicas podem ser brutais. Dentro das mais mortíferas, destacam-se as erupções de Krakatoa, na Indonésia (1883); a do monte Pelée, na Martinica (1902) e a do Nevado del Ruiz, na Colômbia (1985).

O vulcanismo teve um papel determinante nos primórdios da formação geológica de nosso globo, além disso ele também é responsável pelo aparecimento de novas terras e na subsistência de milhares de pessoas que vivem e cultivam as ricas terras nos seus arredores. Sem a poeira e as cinzas vulcânicas , os solos seriam bem mais pobres e menos férteis, e sem fumarolas sulfurosas, existiriam menos jazidas metalíferas como as de cobre, zinco, magnésio, chumbo, mercúrio e outros, das quais a humanidade se aproveita.
Os vulcões provêem uma grande riquezas de recursos naturais. Emissão de pedra vulcânica, suprimento de gás a vapor são fontes de materiais industriais importantes e de substâncias químicas, como pedra-pomes, ácido bórico, amónia, e dióxido de carbono, além do enxofre. Na Islândia a maioria das casas em Reykjavik tem água aquecida proveniente dos vulcões. A existência de estufas aquecidas podem prover legumes frescos e frutas tropicais para esta ilha de clima sulbático. Também é explorado o vapor geotermal como uma fonte de energia para a produção de eletricidade na Itália, Nova Zelândia, Estados Unidos, México, Japão e Rússia.
O estudo científico dos vulcões dá informação útil sobre os processos de mudanças na Terra. Apesar do constante perigo e do poder destrutivo do vulcões, as pessoas continuam a viver próximas aos mesmos devido à fertilidade do solo vulcânico. Elas também são atraídas pela energia geotérmica, abundante nestas regiões, além de fonte de turismo.
Adaptado de douglasrossoni.vilabol.uol.com

28 janeiro 2009

25 janeiro 2009

Hawai - Vulcão Kilauea volta a entrar em erupção.

O vulcão Kilauea, no Hawai, voltou a entrar em erupção na madrugada desta quarta-feira, com jactos de lava que atingiram os 12 metros de altura, de acordo com a televisão do Hawai KITV.
As erupções voltaram a surpreender os cientistas, devido à potência dos jactos de magma
projectados pelo vulcão.
Alguns geólogos recolheram amostras de lava para assim analisarem melhor aquele que é um dos maiores vulcões em actividade do mundo.
"Usamos a lava como prova química para perceber como é que o magma se desenvolve no interior do vulcão e acaba por ser libertado para a superfície", assinalou o geólogo da Universidade de Hawai-Manoa, Michael Garcia.
O vulcão Kilauea entra em erupção periodicamente. Os seus rios de lava são já uma atracção para milhares de turistas do mundo inteiro.
Tvnet - Julho 2008

22 janeiro 2009

Vulcão de Yellowstone elevou-se 18 cm desde 2004

Nos Estados Unidos, o supervulcão de Yellowstone está subindo. A sua "caldeira", uma grande bacia de 60 km de comprimento e 40 km de largura situada no centro do parque nacional do mesmo nome e criada por uma enorme explosão vulcânica acontecida 642 mil anos atrás, ergueu-se cerca de 18 centímetros entre Julho de 2004 e o final de 2006, o que representa uma média anual de 7 cm.
Essa elevação da caldeira de Yellowstone foi constatada pelas 12 estações do sistema de posicionamento global (GPS) instaladas na região do vulcão e pelo radar especializado do sistema Envisat, da Agência Espacial Européia (ESA).
O ritmo de elevação vem sendo bem mais rápido do que o observado de 1923 até recentemente. As elevações anuais médias são da ordem de 2 cm.
Os cientistas norte-americanos, que relataram essas observações em artigo publicado pela revista Science na sua edição de 9 de novembro, acreditam que o fenómeno se deva à recarga da câmara de magma gigante situada sob o vulcão, constituída de rochas fundidas e de matéria sólida. A isso se pode acrescentar a pressão mais elevada dos fluidos hidrotérmicos.
Pesquisas anteriores haviam demonstrado que a câmara de magma de Yellowstone se localiza em profundidade entre 8 a 16 km. Ela tem a particularidade de ser alimentada de magma por um "ponto quente" localizado a mais de 600 km de profundidade. Situados na base do manto superior da crosta terrestre, os pontos quentes correspondem a uma concentração local de calor que serve de fonte à produção de rochas. Mais leves que o material circundante, estas sobem à superfície e perfuram a crosta terrestre, como um gigantesco maçarico.
No que concerne a Yellowstone, os pesquisadores sentem-se divididos quanto à forma que uma eventual erupção poderia tomar: Correntes de magma ou projecções na atmosfera? Por enquanto, as observações não constatam "sinal de erupção vulcânica ou de explosão hidrotérmica eminentes", avalia Robert Smith, sismologista e professor de geofísica na Universidade de Utah, que dirigiu o estudo publicado pela Science.
Mesmo assim, o risco é real, já que o supervulcão de Yellowstone conheceu no passado erupções gigantes, acontecidas há 2 milhões de anos, 1,3 milhão de anos e 642 mil anos. As detonações foram, respectivamente, 2,5 mil vezes, 280 vezes e mil vezes mais fortes que a devastadora erupção do Monte Saint Helens, em 1980, que causou 57 mortes e US$ 1 bilhão de prejuízo, de acordo com Robert Smith. Desde então, apenas erupções vulcânicas de menor envergadura vêm acontecendo.
O Parque de Yellowstone regista atividade sísmica moderada mas regular, com centenas de abalos a cada ano. O mais violento, com magnitude 7,5 na escala Richter, aconteceu em 1959. O calor gerado pelo magma, situado a baixa profundidade, alimenta os processos geotérmicos característicos do parque, que conta com mais de 200 gêiseres e numerosas fontes e lagos hidrotérmicos.
Para antecipar um evento que poderia ser catastrófico, o observatório vulcanológico de Yellowstone decidiu, em 2006, equipar o local com sistemas de observação e alerta mais aperfeiçoados, sob os termos de um programa que se estenderá até 2015.
Expresso - 28.12.2008