24 janeiro 2010

Lamarck



Lamarck, naturalista francês, foi o primeiro a propor uma teoria sintética da evolução. A sua teoria foi publicada em 1809, no livro Filosofia Zoológica..(Ver mais)
Em 1809, 0 biólogo francês Jean Baptiste Lamarck propôs uma teoria para explicar de qual maneira os seres vivos evoluem. Segundo Lamarck, uma grande alteração no meio ambiente provocaria, numa espécie, uma necessidade de se modificar. Essa necessidade levaria à formação de novos hábitos. Essa idéia aliada a observação da natureza levaram Lamarck a formular as duas leis básicas da sua teoria evolutiva.
Lei do Uso a Desuso: Segundo esta lei, quanto mais uma parte ou órgão do corpo é usada, mais se desenvolve; contrariamente as partes que não são usadas enfraquecem, atrofiam chegando até a desaparecer.
Lei da Herança dos Caracteres Adquiridos: Segundo Lamarck qualquer animal poderia transmitir aos seus descendentes aquelas características que se atrofiavam pelo desuso ou se desenvolviam pelo uso.
De acordo com Lamarck as novas espécies aparecem, por evolução, devido à aquisição ou perda de caracteres. Numerosos exemplos na natureza foram usados por Lamarck para explicar as suas leis. Assim, citaremos:
A girafa habita locais onde o solo é seco e com pouca vegetação. Obrigada a comer brotos de árvores a girafa foi esticando o seu corpo para cima. Esse hábito provocou o enorme pescoço e as patas anteriores, mais longas do que as posteriores.
As cobras evoluíram a partir de ancestrais que apresentavam pernas e corpos curtos. Obrigadas, por modificações ambientais, a rastejar e passar através de aberturas estreitas, acabaram por perder os membros e apresentar um corpo alongado.
As membranas entre os dedos das aves aquáticas resultaram do uso durante a natação.
Aves pernaltas como as garças, teriam desenvolvido as pernas, esticando-as para manter o corpo fora das zonas inundadas.
Plantas de regiões desérticas teriam diminuído a superfície das folhas, para evitar a transpiração; tais folhas acabaram por se transformar em espinhos. Para conservar água os caules adquiriram a consistência suculenta.
A primeira suposição da Lamarck é válida: o uso a o desuso provocam alteração nos organismos. Assim, sabemos que os atletas desenvolvem os seus músculos através do uso, enquanto que a paralisação das pernas, por exemplo, determina atrofia. A falha está na segunda hipótese: os caracteres adquiridos por uso e desuso nunca são transmitidos aos seus descendentes. O golpe definitivo no lamarquismo foi dado por Weismann, nas suas famosas experiências cortando caudas de camundongos por sucessivas gerações a mostrando que não havia atrofia dessa apêndice. Ele foi o autor da teoria da "continuidade do plasma germinativo", pela qual o germe é imortal, sendo as alterações provocadas pelo meio ambiente, no corpo, não transmissíveis aos descendentes.
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O Imperador Eucariol

Kandinsky - Several Circles
O IMPERADOR EUCARIOL
Era uma vez...
Afirmam os sábios que, há dois mil milhões de anos, rolava pelo espaço um pequeno planeta chamado GEA, possuidor de vazias terras fumegantes banhadas por um vasto mar, cálido e azul (se o céu assim fosse) rodeado de lagos e lagunas mais ou menos profundas. Este meio aquoso deixava-se perpassar pelos raios potentes da estrela mais próxima, a estrela HÉLIA, que sacrificava tudo o que resolvesse sair do mundo líquido.
A história que vamos contar ocorre no reino dos Eucaria sob o domínio de Tétis, a protectora deusa das águas. Nesses tempos, os mundos submersos eram dominados pelo imperador EUCARIOL – UNI - III.
Este soberano dominava os súbditos pela força. Era um tirano implacável e predador que provocava temor geral pelas suas grandes dimensões e rapidez de movimentos, apesar da sua forma rotunda. Ao passar pelos demais, ele sobressaía pelos seus compridos braços flagelados que ondulavam como mantos, culminando numa magnífica coroa ciliada que refulgia à luz de Hélia. A maioria dos seus súbditos tentava manter uma distância de sobrevivência, mas muitos não escapavam à sua insaciabilidade.
Neste reino todos os habitantes eram transparentes. E, portanto, não era nada agradável vislumbrar, apesar dos contornos se esbaterem, o que acontecia a todo aquele que lhe servia de alimento.
O imperador EUCARIOL estava provido de uma complexa rede interna de labirintos membranares e, fora das refeições, num estado de maior limpeza interior, o fervilhar de toda a sua actividade interna transparecia, comandada pelo seu fantástico cérebro nuclear. Muitos dos que o rodeavam eram-lhe semelhantes na estrutura, mas ele era, sem dúvida, o melhor adaptado dentro do seu género.
EUCARIOL era o soberano por ser o mais receado, mas a família real continha outros membros que não sendo tão temidos eram muito mais admirados, senão adorados, porque não tiravam a vida. Pelo contrário, facilitavam-na. Deve ser referido que estes outros membros da realeza eram parentes afastados do imperador, pois faziam parte de outra genealogia que há muito se tinha separado, a linhagem dos EUCLORA.
Estes indivíduos não eram inferiores, na sua magnificência, ao imperador. Tal como ele, a sua transparência ostentava finas pregas membranares que se matizavam de verde tanto mais cintilante quanto mais próximos da radiação da estrela Hélia. Esta linhagem não era tirânica. O seu objectivo consistia em recriar a vida todos os dias, construindo novas moléculas que eram a fonte de alimento para todo o império. Esta qualidade fazia deles os mágicos do reino e o próprio imperador respeitava-os. Assim, embora este não se fizesse rogado em capturar um EUCLORA, sabia, no fundo, que o seu reinado sucumbiria sem a sua presença.
A divisão nas linhagens tinha ocorrido há um longo tempo atrás, na época das rivalidades internas do povo anterior do reino, os PROCARIA. Nessa altura, os EUCARIA ainda não tinham aparecido, contando as lendas antigas que o mundo submerso era apenas habitado por aqueles que agora não passavam dos mais humildes. Formavam um povo pequeno, faltava-lhes a exuberância da forma e nem sequer tinham um cérebro nuclear. Apesar disto, contava-se que os EUCARIA eram os seus descendentes. Nas míticas lutas que os PROCARIA tinha travado entre si, alguns tinham ingerido outros e, não sendo capazes de os digerir, passaram a incluí-los dentro de si como hóspedes. Esta associação teria resultado benéfica para ambas as partes e dela teriam evoluído as duas linhagens EUCARIA e EUCLORA ambas com maior capacidade para gerir a energia disponível e de transformar pela luz (EUCLORA), os minerais em novo alimento. Com este processo libertava-se para a atmosfera um gás que já era libertado pelo povo primitivo e perdera as suas qualidades venenosas, o OXANO. Nessa altura ainda ninguém previa as suas futuras vantagens.
O imperador EUCARIOL reinava sobre este mundo e parecia querer fazê-lo para sempre. Os seus conselheiros já lhe tinham falado da importância da sucessão, mas ele nem queria ouvir falar disso, pois sabia que o seu pai, o imperador EUCARIOL-UNI I, tinha desaparecido sem deixar rasto quando ele e o seu irmão gémeo, o príncipe EUCARIOL-UNI II, tinham nascido. Para se tornar imperador tivera de banir o seu irmão e não queria desaparecer pelo facto de ter descendentes. Pensava na sucessão de outra forma. Tinha resolvido pedir a mão a uma das filhas do rei EUCARLO, seu primo próximo. Uma ligação matrimonial à princesa EUCARIALINA talvez o revitalizasse, assegurando-lhe mais tempo de sobrevivência.
Um dia, enquanto cogitava neste assunto, viu , de súbito, aumentar a sua inquietação com a chegada de mensageiros dos confins do reino trazendo a notícia de que estavam a organizar-se grupos de dissidentes para por fim à sua tirania. Mal sabia ele, que se iria entrar na época da guerra das COLÓNIAS.
O seu reinado estava prestes a chegar ao fim.

De que modo foi vencido o imperador EUCARIOL-UNI-III?
Texto de Helena Cruz

02 janeiro 2010

Lynn Margulis - Evolução através a perspectiva de Gaia

Lynn Margulis, a bióloga norte-americana de 71 anos que se tornou famosa pela sua formulação da Teoria Endossimbiótica em 1966, falou na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, sobre o tema "Evolução no Planeta Gaia: o Legado de Darwin".
O evento integrou no ciclo de oito conferências internacionais organizado pela Gulbenkian no âmbito das comemorações dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do livro "A Origem das Espécies através da Selecção Natural".
Professora da Universidade de Massachussets-Amhers (EUA) e autora ou co-autora de 17 livros, oito dos quais com o seu filho Dorion Sagan (Lynn foi a primeira mulher do astrónomo Carl Sagan), Margulis enfrentou a oposição de muitos biólogos relativamente à sua inovadora formulação da Teoria Endossimbiótica.
Segundo esta teoria, as células eucarióticas (núcleos celulares rodeados por uma membrana), surgidas nos seres vivos há 1,4 mil milhões de anos, teriam origem na simbiose entre dois tipos de células procarióticas (não delimitadas por uma membrana): umas (anaeróbias) vocacionadas para as permutas com o meio envolvente e outras (aeróbias) que absorviam oxigénio e geravam energia.
O inovador artigo científico que escreveu em 1966, quando tinha 28 anos, foi a primeira formulação da teoria baseada directamente nas observações microbiológicas, e não, como acontecia até então, nas observações paleontológicas ou zoológicas.
O artigo foi inicialmente rejeitado por cerca de quinze revistas científicas, mas devido aos argumentos, à persistência e à convicção com que a então jovem bióloga defendeu a sua tese, acabou por ser aceite e é hoje considerado um marco na moderna Teoria Endossimbiótica.
Margulis lecciona anualmente desde 1972 o curso de Evolução Ambiental, que tem desenvolvido com a colaboração científica de geólogos, ambientalistas e cientistas como o britânico James Lovelock, pai da conhecida Hipótese de Gaia (a Terra como um organismo vivo).
Expresso.pt

Lynn Margulis

Bióloga norte-americana, membro da Academia Nacional de Ciências e galardoada com a National Medal of Science (1999), Lynn Margulis nasceu em 1938, em Chicago. Foi casada várias vezes, uma delas com o conhecido astrónomo Carl Sagan. De entre os vários trabalhos e estudos desta cientista, destaca-se a Teoria da Endossimbiose (ou Modelo Endossimbiótico) que sugere que determinados organelos tenham surgido na sequência de uma relação simbiótica estável entre diferentes organismos.
Este princípio, baseado na similitude estrutural e genética verificada entre diferentes seres, aplica-se principalmente às mitocôndrias e aos cloroplastos - ambos são organelos detentores de um ADN; diferente contudo do das células que os albergam, quer na quantidade e no código genético, enquanto que muito semelhante, nos mesmos aspectos, ao de bactérias e outros organismos procariotas.Em 1972, Margulis começou também a dedicar-se à análise da Hipótese (ou Teoria) de Gaia, de 1969, na qual o seu autor, James Lovelock, químico e inventor britânico, defendia que a Terra era um organismo vivo. Licenciada pela Universidade de Chicago, graduada mestre pela Universidade de Wisconsin e doutorada pela Universidade da Califórnia, tornou-se, mais recentemente, uma eminente e reconhecida professora na Universidade de Massachussets, no Departamento de Geociências.
Infopédia

Teoria endossimbiótica - A origem da célula eucariota

A maioria dos biólogos considera que a divisão fundamental no mundo biológico é a que separa os seres procariontes dos eucariontes, divisão esta, baseada na estrutura celular dos organismos. No entanto, apesar das diferenças bem conhecidas entre estes dois grupos, têm sido estabelecidas importantes relações entre eles.
Os procariontes constituem, mesmo na actualidade, mais de metade da biomassa da Terra, e colonizaram todos os ambientes. No entanto, a evolução não se satisfez com este sucesso e surgiram níveis mais complexos de organização.
A origem da Vida parece ter ocorrido há cerca de 3400 M.a., quando o nosso planeta já teria 1000 ou 1500 M.a. de idade. A célula conserva em si, a nível da sequência de aminoácidos, proteínas ou bases nucleotídicas, diversas marcas do seu passado, pois cada gene de uma célula actual é uma cópia de um gene muito antigo, ainda que com alterações.
Este é o motivo porque se considera a existência de um ancestral comum entre organismos que apresentem grande número de nucleótidos ou proteínas comuns.
Até há pouco tempo considerava-se que as células eucarióticas teriam derivado de procariontes unicelulares, por um processo desconhecido de complexificação, designado por hipótese autogénica. Esta teoria considera que a célula eucariótica teria surgido através de especialização de membranas internas, derivadas de invaginações da membrana plasmática.
É sabido que a associação entre duas células é comum e pode trazer vantagens importantes, tanto em procariontes como em eucariontes. As bactérias formam frequentemente agregados simples, em que as células não apresentam ligações citoplasmáticas, mas beneficiam, apesar disso, da protecção do número. O estudo de situações deste tipo revelou, no entanto, que um conjunto de procariontes nunca funcionará como uma estrutura multicelular.
Surge, portanto, um corolário para esta afirmação, que consiste na obrigatoriedade da presença de células eucarióticas para o desenvolvimento da multicelularidade.

A teoria de maior aceitação, proposta por Lynn Margulis, a Teoria Endossimbiótica, sugere que as células eucarióticas seriam o resultado da associação de células procarióticas simbióticas.

A simbiose entre estas células procarióticas teria evoluído para graus de intimidade tais, que algumas células envolveriam outras completamente, embora as primeiras ficassem intactas no interior do hospedeiro. Estas células envolvidas teriam originado os organitos de uma célula eucariótica actual.
Segundo Margulis, a célula eucariótica típica teria surgido sequencialmente, em 3 etapas, como se pode ver ao lado:
proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias aeróbias, obtendo mitocôndrias;
proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de bactérias espiroquetas, obtendo cílios, flagelos e, mais tarde, outras estruturas com base em microtúbulos como os centríolos e citosqueleto;
proto-eucarionte tornou-se hospedeiro de cianobactérias obtendo plastos.
Um bom exemplo de como esta teoria pode ser correcta é a evolução dos cloroplastos em protistas fotossintéticos, que parece resultar de uma série de processos endossimbióticos.
Aparentemente todos os cloroplastos remontam ao envolvimento de uma cianobactéria ancestral por uma outra célula, um proto-eucarionte. Este será designado o fenómeno endossimbiótico primário e teria resultado na formação do cloroplasto clássico com duas membranas (uma resultante da membrana plasmática da cianobactéria e outra da membrana da vesícula de endocitose da célula maior). Teria sido assim que surgiram os cloroplastos das algas verdes e vermelhas.
As algas euglenófitas, no entanto, teriam cloroplastos formados por um fenómeno endossimbiótico secundário, ou seja, o seu ancestral terá envolvido uma clorófita unicelular e descartado toda a célula excepto o cloroplasto. Esta é uma possível explicação para o facto de as euglenófitas apresentarem os mesmos pigmentos fotossintéticos que as clorófitas e as plantas, bem como para a terceira membrana que envolve o cloroplasto destas algas unicelulares.
Outros protistas fotossintéticos apresentam cloroplastos resultantes da endossimbiose secundária de rodófitas unicelulares e chegam mesmo a participar em fenómenos de endossimbiose terciária, originando um grupo de dinoflagelados com cloroplastos envolvidos por quatro membranas.
Alguns outros factos parecem apoiar a teoria endossimbiótica:
- material genético igual entre procariontes e eucariontes;
- transcrição e tradução semelhantes;
- simbiose é um processo muito comum no mundo vivo;
- tamanho de cloroplastos e mitocôndrias muito semelhante ao dos procariontes actuais;
- membrana interna dos cloroplastos e mitocôndrias é produzida pelos próprios organitos;
- ribossomas dos cloroplastos semelhantes em tamanho e características aos dos procariontes ;
- síntese proteica das mitocôndrias e cloroplastos é inibida por substâncias inibidoras de procariontes (estreptomicina e cloranfenicol) mas não por inibidores de eucariontes (ciclo-heximida);
- aminoácido iniciador da cadeia polipeptídica de uma mitocôndria ou cloroplasto é a formil-metionina, como nas bactérias, e não a metionina, como nos eucariontes (e arqueobactérias);
- DNA próprio nas mitocôndrias e cloroplastos, semelhante, em estrutura, ao material genético bacteriano, não associado a histonas;
- divisão autónoma das mitocôndrias e dos cloroplastos;
- protozoários que vivem em simbiose com bactérias não têm mitocôndrias mas realizam respiração aeróbia por intermédio das bactérias, localizadas no interior de vacúolos.
No entanto, muitas dúvidas persistem, pois a transferência lateral de genes complica grandemente o estudo das linhagens celulares mas, ao mesmo tempo, não parece ter sido suficiente para explicar o facto de cada vez mais genes com origem bacteriana serem encontrados em eucariontes.
Uma origem endossimbiótica de mitocôndrias e cloroplastos permite explicar a presença de genes bacterianos que codificam enzimas do metabolismo energético mas não explica a presença de muitos outros. O genoma eucarionte é claramente uma mistura com dupla origem.
Um sugestão recente propõe que o domínio Eukarya tenha surgido através de uma fusão mutualista (e não uma endossimbiose) de uma bactéria Gram – e de uma arqueobactéria, mas ainda precisa de mais provas.
Simbiotica

19 dezembro 2009

FELIZ NATAL ANIMAIS

O governo americano admite que o urso polar é uma espécie ameaçada de extinção.

O governo norte-americano, pressionado por três grupos ambientalistas, propõe a inclusão do urso polar na lista de espécies ameaçadas, noticia o jornal The Washington Post. O secretário do Interior, Dirk Kempthorne, marcou uma entrevista colectiva para o passado dia 27, com o intuito de discutir a situação dos animais. Segundo o mesmo diário, que cita uma fonte anónima próxima do governo, a proposta será apresentada para publicação e ficará sujeita a discussão pública durante 90 dias."Analisámos os dados, e tudo leva a crer que o gelo sobre o mar, do qual os ursos dependem, tem vindo a recuar", explicou ao jornal o funcionário, concluindo que "obviamente, o gelo marítimo está a derreter devido ao aumento da temperatura".

O mesmo funcionário revelou ainda que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA estima que, se nada for feito, o urso possa ficar em risco de extinção em apenas 45 anos. Se, pelo contrário, for considerado uma espécie em risco o governo terá de evitar uma série de procedimentos que ameacem a sua sobrevivência. Neste caso, os ambientalistas alimentam a esperança de que a declaração force as autoridades americanas a limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), como o dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global.De recordar que a administração de George W. Bush tem recusado sempre impor limites à poluição gerada pela queima de combustíveis fósseis e aderir a acordos internacionais que prevêem limites deste tipo, escudando-se no argumento de que essas restrições poderiam colocar em risco a economia do país.
Mundopt