19 dezembro 2009
O governo americano admite que o urso polar é uma espécie ameaçada de extinção.

O mesmo funcionário revelou ainda que o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA estima que, se nada for feito, o urso possa ficar em risco de extinção em apenas 45 anos. Se, pelo contrário, for considerado uma espécie em risco o governo terá de evitar uma série de procedimentos que ameacem a sua sobrevivência. Neste caso, os ambientalistas alimentam a esperança de que a declaração force as autoridades americanas a limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), como o dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global.De recordar que a administração de George W. Bush tem recusado sempre impor limites à poluição gerada pela queima de combustíveis fósseis e aderir a acordos internacionais que prevêem limites deste tipo, escudando-se no argumento de que essas restrições poderiam colocar em risco a economia do país.
Mundopt
Dez espécies tornam-se símbolo da ameaça climática

A raposa do Árctico, o coala e o peixe-palhaço estão entre as dez espécies escolhidas para representar os impactos das alterações climáticas na biodiversidade, revelou a UICN (União Mundial para a Conservação).
A lista das espécies que mais têm a perder com o aquecimento global, apresentada esta manhã durante a conferência de Copenhaga, inclui nomes bem conhecidos de todos, como o pinguim-imperador, o coala, a baleia-branca e o peixe-palhaço. O grupo fica completo com a raposa do Árctico, o salmão, a foca-anelada, a tartaruga de couro, a árvore africana Aloe dichotoma e a espécie de coral Acropora cervicornis.“Algumas das nossas espécies favoritas estão ameaçadas por causa das emissões de dióxido de carbono”, comentou Wendy Foden, co-autora do relatório “Species and Climate Change”. Entre as espécies com um futuro mais negro estão aquelas que vivem nas zonas polares. A foca-anelada vê-se obrigada a deslocar-se cada vez mais para Norte, à medida que o gelo no mar, do qual depende para cuidar das suas crias, vai recuando. O pinguim-imperador, adaptado às condições rigorosas da Antárctica, vive o mesmo problema. A tundra no Árctico, onde vive uma espécie de raposa de pelagem branca, está a regredir à medida que temperaturas mais elevadas transformam este habitat em floresta. Mas as ameaças também se sentem no mar. A baleia-branca enfrenta maior pressão das actividades humanas porque o desaparecimento do gelo no mar abre zonas outrora inacessíveis. Os impactos climáticos não se limitam aos Pólos. Nos trópicos, os corais Acropora cervicornis estão ameaçados pela subida da temperatura das águas. Muitos não resistem ao fenómeno conhecido como branqueamento, quando oceanos mais ácidos, em resultado da absorção de cada vez mais dióxido de carbono, enfraquecem as estruturas dos recifes de coral. Também o peixe-palhaço, mais conhecido pelo filme " À procura de Nemo" , é uma das vítimas de um clima em mudança. As águas mais ácidas diminuem as suas capacidades para encontrar as anémonas das quais dependem para se refugiarem de predadores. O salmão vive com níveis de oxigénio na água mais baixos e o coala australiano está ameaçado pela má nutrição, devido ao declínio da qualidade nutricional dos eucaliptos, dos quais se alimenta. As tartarugas de couro estão a perder os habitats onde põem os ovos e a árvore Aloe dichotoma, do deserto da Namíbia ao Sul do continente africano, sofre com períodos de seca acentuada. “Várias das espécies deste relatório já constam da Lista Vermelha da UICN devido a outras ameaças, como a destruição dos habitats ou caça ilegal. Mas outras rapidamente entrarão nessa lista por causa das alterações climáticas”, salientou Jean-Christophe Vié, da UICN.
Aumento das temperaturas

"O aumento de 0,33 grau por década é muito significativo. Com este ritmo, em 60 anos atingiam-se os dois graus de aumento de temperatura média em Portugal, isto se se mantivesse o ritmo e não fosse inclusive agravado, porque a tendência é de ligeiro agravamento desta elevação da temperatura", explicou. Deste modo, as ondas de calor têm ocorrido com bastante frequência, uma delas com duração superior a 15 dias, que teve repercussões como mortos e incêndios florestais. Em termos de temperaturas, 2003 registou um valor máximo, com 47,4 graus na freguesia da Amareleja, concelho de Moura (Alentejo). Já em 2005 houve a mínima mais acentuada, nas Penhas Douradas (Serra da Estrela), e em 2001 ocorreram fenómenos de muita precipitação. Chuva abaixo da média O relatório aponta ainda para uma diminuição da precipitação, com valores abaixo das médias de referência da Organização Meteorológica Mundial (OMM). "Temos Primaveras mais curtas em termos de precipitação, assim como Invernos, os quais estamos a alternar entre secos e chuvosos", afirmou Serrão, que acrescentou que esta década teve o Inverno mais seco desde que começou a ser feito o registo e o terceiro mais chuvoso dos últimos anos. Estes dados indicam uma intensificação dos períodos extremos, como aconteceu entre 2004 e 2006, com uma seca bastante prolongada.
Cimeira de Copenhaga - Dezembro 2009

Copyright © 2009 euronews
Primeiras imagens profissionais do «Gorilla gorilla diehli»

Pela segunda vez na História, primeira a nível profissional, foi possível filmar Gorilla gorilla diehli. Extremamente raros e pouco estudados, estes gorilas dos Camarões e da Nigéria são muito cautelosos em relação aos humanos, sendo por isso difícil conseguir registá-los. A espécie tinha já sido filmada em 2005 por um investigador. Mas as imagens, feitas com uma câmara amadora, eram de má qualidade. Esta é a primeira vez que são filmados por um profissional e com uma câmara também profissional, explica Jörn Röver, director da NDR Naturfilm, a produtora alemã que recolheu as imagens. Depois de três semanas de esforços, e com a ajuda da Sociedade para a Conservação da Vida Selvagem dos Camarões, a equipa conseguiu encontrar dois exemplares a alimentarem-se dos figos nas árvores do santuário Kagwene, nos Camarões, onde existem apenas 16 exemplares.
Esta floresta, com 20 quilómetros quadrados foi designada como “santuário” em 2008 para proteger estes animais. A equipa desenvolveu um sistema de monitorização não invasiva para não incomodar os animais, que estavam em cima das figueiras, entre nove e 12 metros de altura. O Gorilla gorilla diehli, também conhecido como Gorila do Rio Cross, é a mais rara das quatro subespécies de gorilas existentes. Existem 300 exemplares espalhados pelos Camarões e Nigéria. Curiosamente, a sua preservação neste santuário deve-se à superstição local de que os símios são pessoas, não sendo por isso permitido caçá-los nem comê-los. No entanto, os animais são caçados e o seu habitat é destruído noutros lugares
http://www.cienciahoje.pt
Ano Internacional da Biodiversidade - 2010

A Assembléia Geral encorajou os Estados Membros e outros atores a tirar vantagem do Ano para aumentar a conscientização da importância da biodiversidade por meio de ações promocionais a níveis local, regional e internacional. Convidou também os Estados Membros a considerar o estabelecimentos de comissões nacionais para o Ano. Além disso, convidou Estados Membros e outras organizações internacionais relevantes a apoiarem atividades a serem organizadas por países em desenvolvimento, especialmente países menos desenvolvidos.
29 novembro 2009
Ciclos de vida

Ciclo de vida Diplonte – a meiose ocorre antes da formação dos gâmetas – meiose pré-gamética. As gâmetas são as únicas células haplóides, sendo todas as outras estruturas pertencentes à diplofase, incluindo o organismo adulto. Este ciclo ocorre em alguns protista, fungos e em todos os animais.
Ciclo de vida Haplodiplonte - a meiose ocorre antes da formação de esporos – meiose pré-espórica. A haplofase inicia-se com os esporos que, através de mitoses sucessivas, originam estruturas multicelulares, os gametófitos, onde se formarão os gâmetas femininos e masculinos (oosferas e anterozóides). Após a fecundação, o zigoto inicia a diplofase e origina uma entidade multicelular diplóide que, na maioria das plantas, é a planta adulta. Essa planta adulta, o esporófito, irá sofrer meiose originando esporos. Para além de ocorrer alternância de fases nucleares, existe também uma alternância de gerações, a geração gametófita e a geração esporófita. Este ciclo ocorre em alguns protista, fungos e em todas as plantas.
POLIPÓDIO - Um ciclo de vida haplodiplonte

Animais - Ciclo de vida diplonte

ESPIROGIRA - Um ciclo de vida haplonte


Ciclos de vida

Há diversos ciclos de vida, no entanto todos eles possuem em comum a complementaridade da meiose e da fecundação, assim como uma alternância de fases nucleares. Os ciclos de vida distinguem-se sobretudo pelo momento do ciclo em que ocorre a meiose.
Reprodução sexuada e assexuada - Vantagens e desvantagens

A reprodução sexuada tem as vantagens de proporcionar uma grande variabilidade de características na descendência, o que permite às espécies não só mais capacidade de sobrevivência, no caso de haver mudanças de ambiente, mas como também permite a evolução das espécies para novas formas. desvantagens: é um processo lento, com um enorme dispêndio de energia, tanto na formação dos gâmetas, como nos processos que desencadeiam a fecundação.
shvoong.com
Reprodução sexuada

A reprodução sexuada é o processo pelo qual ocorre a fusão de duas células gaméticas, com junção de seus núcleos (cariogamia ou anfimixia ), produzindo descendências variadas. Com excepção dos vírus, todos os demais seres vivos utilizam essa via reprodutiva para a perpetuação da espécie. Por esse processo, chamado de fecundação ou fertilização, os gâmetas (células haplóides), de uma dada espécie fundem-se para originar uma célula diplóide, denominada ovo ou zigoto. Durante a fusão, os núcleos gaméticos unem-se, ocorrendo uma mistura do seu conteúdo cromossómico, antes armazenado no interior de cada um. Portanto, esse mecanismo consiste na partilha de material genético, cedido por dois organismos filogeneticamente semelhantes, entrecruzando-se através de células reprodutivas, formando um novo indivíduo. Os gâmetas são formados por meio de uma divisão meiótica, e classificados quanto à forma, tamanho e actividade. Em algumas espécies são indiferenciados, ou seja, isogâmicos, assemelhando-se independente do género. Porém, a maioria das espécies possui gâmetas heterogâmicos (anisogamia), diferenciados por aspectos morfológicos, dimensionais e mobilidade. Nos animais, por exemplo, na espécie humana, os espermatozóides (gâmeta masculino) são células pequenas e móveis, enquanto o óvulo (gâmeta feminino) é uma célula grande e sem mobilidade própria. Os organismos com reprodução sexuada podem receber as seguintes denominações de acordo com a complexidade da estrutura reprodutiva: Organismos Dióicos → aqueles que apresentam sexos separados conforme o gênero (macho e fêmea); Organismos Monóicos → aqueles que possuem os dois sexos, o masculino e o feminino e conseqüentemente produzem os dois tipos de gâmetas (hermafroditas). Alguns indivíduos monóicos reproduzem-se por fecundação cruzada, nesse caso propiciando variabilidade genética (com maior frequência nas plantas, e alguma animais, como é o caso da minhoca). Noutras (por vezes em plantas) ocorre a autofecundação como artifício reprodutivo, uma forma evolutivamente prejudicial à espécie por impedir o fluxo génico entre os indivíduos de uma dada população.
MEIOSE

13 novembro 2009
Terapia inovadora para melanoma

O doente, a quem antes do tratamento fora prognosticado menos de um ano de vida, não tem sintomas nem sinais do cancro há dois anos, precisou."É o primeiro caso revelador da inocuidade e eficácia de uma terapia que usa apenas células clonadas do sistema imunitário do doente", embora se trate do único caso de sucesso num pequeno estudo que envolveu apenas nove pacientes, referiu."Tivemos um êxito com este doente, mas ainda é preciso confirmar a eficácia da imunoterapia em estudos mais alargados", sublinhou.Anualmente são diagnosticados nos Estados Unidos 62.000 novos casos e há cerca 8.000 casos de morte por melanoma. Em Portugal, todos os anos aparecem aproximadamente 10 mil novos casos de tumores da pele. Cerca de mil são de melanoma, com uma mortalidade de 10 a 20 por cento após cinco a dez anos.
Fábricas de órgãos - Clones humanos


E se, um dia, o corpo humano pudesse ser tratado como uma máquina? Se as peças de origem, depois de gastas ou danificadas, pudessem ser substituídas por outras semelhantes, fabricadas "à medida"? A promessa deixou há muito de pertencer ao domínio da utopia. Num futuro não muito distante, tecidos e órgãos desenvolvidos em laboratório, muitas vezes usando células do próprio paciente, serão usados para tratar desde lesões traumáticas a doenças hoje incuráveis, como Parkinson, Alzheimer ou diabetes.
Existem já experiências de sucesso na regeneração de ossos, cartilagens e pele, no tratamento de pacientes com problemas na córnea e até no transplante de bexigas e, mais recentemente, de uma traqueia, produzidas a partir de células estaminais. O Frankenstein do futuro não será um monstro, mas sim um homem com a capacidade de regeneração de uma salamandra.
Apesar de controversa, a clonagem de humanos pode ser uma possibilidade tecnicamente viável dentro de alguns anos
Clones humanos
Apesar de controversa, a clonagem de humanos pode ser uma possibilidade tecnicamente viável dentro de alguns anos, admitem muitos cientistas. Os avanços que se estão a produzir na clonagem terapêutica - que, espera-se, irão permitir a substituição de tecidos danificados, órgãos em falência e até membros perdidos com recurso a células estaminais obtidas a partir do ADN de um paciente - poderão, em teoria, ser usados para clonar uma pessoa.
Ainda que a comunidade científica desconfie do feito anunciado por Severino Antinori, um especialista italiano em fertilidade que admitiu recentemente ter criado três clones, hoje com nove anos, muitos admitem que esta realidade será inevitável, independentemente das muitas questões éticas que levanta. O procedimento é considerado ilegal em alguns países, mas não foi ainda alcançado um consenso global para a sua proibição, como era intenção dos EUA. Expresso - Junho 2009
12 novembro 2009
Nasce mamífero sem pai e com duas mães

O Globo - Abril 2004
Ian Wilmut ao Ciência Hoje: «Os problemas psicológicos de indivíduos clonados seriam intoleráveis»

Ciência Hoje - Dez anos! Já passou muito tempo! O que recorda mais desse dia 5 de Julho de 1996?
Ian Wilmut - Muitas coisas aconteceram. Na verdade, não presenciei o nascimento da Dolly. Por precaução, para que a ovelha mãe não sofresse qualquer tipo de stress, decidi que apenas o pessoal directamente envolvido no parto deveria estar presente. Por motivos semelhantes também não assisti aos partos anteriores ao nascimento, com sucesso, da Dolly.
CH - Que importância atribui à primeira clonagem de um animal? Acreditou sempre que ia ser bem sucedido?
I.W. - Quando os investigadores se lançaram neste projecto, o objectivo era desenvolver um método eficiente para efectuar alterações genéticas em animais que pudessem ser utilizadas em biomedicina – para a produção, em larga escala, de fármacos, por exemplo. Não estavam cem por cento confiantes do sucesso deste empreendimento, assim como também não estavam totalmente confiantes de que o nascimento da ovelha que viria a ser a Dolly seria bem sucedido – a ovelha mãe foi, evidentemente, seguida de perto, e várias ecografias foram feitas durante o período de gestação, mas a confiança nunca foi total.

CH - Houve críticas de envelhecimento precoce: que «idade» tinha realmente a Dolly quando nasceu, isto é, que papel tem a informação genética herdada nestes casos? A situação é igual à de um animal nascido normalmente?
I.W. - A Dolly morreu de cancro do pulmão, provocado por uma infecção viral. A única outra anormalidade detectada após a sua morte foi sofrer de artrite. A questão do envelhecimento precoce não ficou resolvida por completo. De facto, a Dolly possuia telómeros encurtados (os telómeros são porções de ADN, nas extremidades dos cromossomas, que se vão encurtando à medida que um organismo envelhece – cada vez que uma célula se divide, os telómeros encurtam, nota da redacção) mas não viveu o tempo suficiente para o grupo poder estudar os efeitos desta observação. Seria necessário produzir-se um número razoável de clones, que vivessem algum tempo, para se poder saber ao certo qual o efeito dos telómeros encurtados.
CH - Que limites julga serem aceitáveis para a clonagem? A sociedade tem o direito e/ ou o dever de impor limites à investigação científica? E a clonagem deve restringir-se a fins terapêuticos?
I.W. - No que respeita à clonagem humana, deve ser proibida. Para além dos obstáculos físico e biológicos à sua realização, os problemas psicológicos que adviriam da existência de indivíduos clonados seriam intoleráveis.
Sim, a sociedade deve-se envolver neste tipo de decisões. Sou de opinião que o sistema britânico, de criação de comissões ad hoc, constituídas por especialistas de várias áreas e cidadãos, é um bom sistema. Veja-se o trabalho da Comissão Warnock, sobre as implicações éticas, sociais e legais dos desenvolvimentos em reprodução medicamente assistida, nos anos 80.
Parece-me um erro impor limites à investigação/pesquisa, pelos efeitos que pode ter sobre a aquisição de novos conhecimentos. A fase mais apropriada para estabelecer limites será a que se segue à investigação, ou seja, a aplicação desses conhecimentos. Ora, tais limites já existem, nos países chamados desenvolvidos.
Preocupa-me mais que as pessoas repudiem (ou se afastem) do conhecimento do que este seja incorrectamente utilizado. Os limites devem ser colocados na forma como o conhecimento é utilizado, e não na sua produção.
CiênciaHoje - Nov 2009
De Flora, a virgem mãe de 2006, ao poder sobre o conhecimento

Passado o tempo da falta de assunto e dos trocadilhos, é claro que este caso interessou os cientistas (reparem que não escrevi "apaixonou a comunidade científica"). O fenómeno da partenogénese é conhecido e já se sabia que, entre outras espécies, várias tipos lagartos são dele capazes. Mas a observação privilegiada de um caso bem documentado num dragão de Komodo é uma estreia; veio confirmar e desfazer teses e no seu campo constitui um avanço significativo do conhecimento.
Ora, chegámos à parte que me interessa. Na pesquisa para um post no meu blogue pessoal (que querem, também sou sensível à falta de assunto que caracteriza o Natal e Flora era irresistível) descobri em poucos minutos imensas coisas que não sabia sobre os dragões de Komodo -- isto apesar de conhecer relativamente bem o bicho das minhas madrugadas insones a ver canais de divulgação científica. O que apurei graças às pesquisas é sintomático do mundo digital e em rede em que hoje habitamos, nos informamos e formamos. Releva o poder dos motores de pesquisa (ainda recomendo o Google) e de espaços como a Wikipedia, uma espécie de enciclopédia diferente, para melhor, de todos os armazéns de conhecimento até hoje produzidos.
O artigo inglês (e provavelmente noutras línguas) da Wikipedia sobre a Parthenogenesis foi actualizado horas depois das notícias terem sido confirmadas. Podemos dá-lo como um poster example das vantagens desta enciclopédia aberta sobre outras, incluindo a edição online da Britannica. Além do benefício da acumulação dos saberes resultantes da evolução tecnológica a ritmo vertiginoso, sem paralelo na Humanidade, que nenhum outro processo de digerir a informação para a tornar conhecimento apresenta, também a actualização do conhecimento científico digamos tradicional é um valor fundamental da Wikipedia. Já o tínhamos observado este ano no domínio das astronomia com a "despromoção" de Plutão e temos agora novo caso de estudo que não pode deixar ninguém indiferente.
O artigo não apenas reflecte já a novidade (a observação detalhada do fenómeno nesta espécie de lagartos, confirmação de um saber empírico que é sempre um dos justos motivos de orgulho da comunidade científica, profissional e amadora) como nos fornece pistas para praticamente todos os aspectos relacionados com a questão -- seja a pista que conduz à Virgem Maria e às crenças associadas, seja a pista que nos leva ao estudo da partenogénese em particular e da reprodução em geral, sexuada e assexuada. Comparem-se as entradas sobre a espécie dragão de Komodo da Wikipedia e da Britannica (Komodo dragon). A comparação é eloquente.
Reprodução assexuada

É através da reprodução que o material genético é transmitido de geração em geração, umas vezes mantendo as características, outras produzindo algumas alterações.
Para ultrapassar as incertezas do meio e assegurar a produção de novas gerações, a Natureza adoptou estratégias de reprodução, que globalmente se podem agrupar em dois processos básicos: reprodução assexuada e reprodução sexuada..
Enquanto que a reprodução sexuada é assegurada pela existência de dois progenitores de sexos diferentes e de gâmetas; a reprodução assexuada permite a formação de novos indivíduos a partir de um só progenitor e sem que haja a intervenção de células sexuais. Neste tipo de reprodução, os descendentes desenvolvem-se a partir de uma célula ou de um conjunto de células do progenitor, pelo que todos os indivíduos são geneticamente iguais. Assim, a partir de um só indivíduo podem formar-se numerosos indivíduos geneticamente idênticos, tendo a designação de clone. A produção destes indivíduos designa-se por clonagem. Todos os membros de um clone são geneticamente iguais e provêm de um só progenitor. Só excepcionalmente podem surgir diferenças, quando por acaso ocorre uma alteração genética (mutação). Pelo facto dos seres resultantes serem geneticamente idênticos, este tipo de reprodução não contribui para a variabilidade genética das populações, porém assegura o seu rápido crescimento e a colonização de ambientes favoráveis.
A mitose é o processo de divisão celular que está por trás da reprodução assexuada. Este processo celular permite a formação de duas células-filhas, com a informação genética exactamente igual à da célula-mãe.
Existem vários processos de reprodução assexuada. Os mais comuns são: bipartição, divisão múltipla, fragmentação, gemulação, partenogénese, multiplicação vegetativa e esporulação.
www.notapositiva
29 outubro 2009
24 outubro 2009
CICLO CELULAR - Interfase e Fase Mitótica


Metafase: Máximo encurtamento dos cromossomas devido à condensação; os pares de centríolos estão nos pólos; o fuso acromático completa o seu desenvolvimento; os cromossomas e os centrómeros estão no plano equatorial , formando a placa equatorial e prontos para se dividirem.
Anafase: Clivagem dos centrómeros, separando os cromatídios que constituem assim dois cromossomas independentes, dá-se a ascensão polar dos cromossomas-filhos e os dois pólos da célula têm colecções equivalentes e completas de cromossomas.
Telofase: A membrana nuclear organiza-se de novo à volta dos cromossomas de cada pólo; os nucléolos reaparecem; o fuso mitótico é dissolvido; os cromossomas descondensam-se e alongam, tornando-se invisíveis e a célula fica constituída por dois núcleos. Após a cariocinese, dá-se a citocinese que é, resumidamente, a divisão do citoplasma seguida da individualização das duas células-filhas.
Adaptado de pt.shvoong.com/exact-sciences/biology
10 outubro 2009
O Processo de Tradução

O Processo de Transcrição

Para que ocorra o processo de transcrição é necessária a presença de uma enzima - a RNA polimerase. Esta enzima reconhece o sítio de iniciação do gene, identifica a cadeia do DNA em que está contido e inicia a transcrição. Durante este processo, o emparelhamento dos nucleotídeos de RNA na cadeia de DNA, segue um padrão determinado. A adenina emparelha com o uracilo (uma vez que a molécula de RNA apresenta esta base no lugar de timina), a timina do DNA emparelha com a adenina, a citosina com guanina e a guanina com citosina.
30 setembro 2009
A Replicação do DNA


As experiências mostraram que ambas as cadeias filhas são sintetizadas na forquilha de replicação por um complexo de enzimas que inclui a polimerase III do DNA. Como, no entanto, as duas cadeias moldes são antiparalelas, numa delas a síntese da cadeia complementar ocorre no sentido 5´ => 3´, enquanto na outra cadeia essa síntese dá-se no sentido inverso, ou seja, 3´ => 5´. No entanto, as duas cadeias são sintetizadas pela polimerase III do DNA, que só catalisa o crescimento da cadeia no sentido 5´ => 3´.
A explicação para esse paradoxo é que, na forquilha de replicação, uma das cadeias é sintetizada continuamente por uma polimerase que se move no mesmo sentido do deslocamento da forquilha. Já a cadeia com polaridade inversa é sintetizada no sentido inverso ao do deslocamento da forquilha de replicação, portanto, também no sentido 5´ => 3´. Isso é possível porque, nesse último caso, a polimerase sintetiza segmentos polinucleotídicos curtos (fragmentos de Okazaki), que são, posteriormente, unidos para formar a nova cadeia contínua.
Na figura abaixo podemos ver as duas cadeias sendo sintetizadas no sentido 5´ => 3´.

A cadeia que cresce no mesmo sentido que o deslocamento da forquilha de replicação, e cuja síntese ocorre continuamente, é chamada de cadeia leading, conforme pode ser visto na figura 1 acima.
A cadeia que cresce no sentido oposto ao deslocamento da forquilha de replicação, e cuja síntese ocorre descontinuamente, é chamada de cadeia lagging.
Esse modo de replicação do DNA, em que uma das cadeias é sintetizada continuamente e a outra, descontinuamente, é chamado de síntese semidescontínua. Costuma-se dizer também qua a síntese do DNA na forquilha de replicação é assimétrica, pois em uma das cadeias (cadeia leading) ela ocorre continuamente, enquanto que na outra (cadeia lagging) ela ocorre de modo descontínuo, em fragmentos.
Adaptado de http://www.biomol.org/replicacao/sentido.shtml
28 setembro 2009
O RNA

- possui a ribose em vez da desoxirribose, o que lhe confere uma desvantagem estrutural pois torna-se menos resistente à hidrólise;
- é composto por duas bases da família das purinas (guanina e adenina) e duas pirimidinas (citosina e uracilo, em detrimento da timina, presente no DNA).
- apresenta-se, normalmente, sob a forma de cadeia simples, podendo também ocorrer emparelhamento das bases assumindo formas complexas e pouco usuais.
Tal como no DNA, no RNA os nucleótidos estão ligados por ligações fosfodiéster 3'-5'. Apesar destes ácidos nucleicos poderem formar duplexos, estão normalmente sob a forma de cadeia simples.

20 setembro 2009
O DNA

As quatro bases presentes nos nucleótidos de DNA pertencem à família das purinas (A e G) e das pirimidinas (C e G).
A designação dada ao nucleótido encontra-se relacionada com a respectiva base azotada que o compõe.

Os desoxirribonucleótidos de uma cadeia simples de DNA estão ligados entre si través de uma ligação fosfodiéster entre o carbono 3' do nucleotídeo anterior e o carbono 5' do nucleotídeo posterior. Deste modo, a cadeia de DNA apresenta uma extremidade livre, a 3' com um grupo hidroxilo e uma extremidade 5' livre com um grupo fosfato.

Adaptado de http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=224